sábado, 23 de abril de 2016

O Pioneiro Americano (dedicado à Prentice Mulford) - Por Marcelino Rodriguez

Ele foi o primeiro
A desbravar as terras do espírito, 
Abrindo os céus azuis
Povoados de dragões dourados,
Ensinando a magia da mente. 
Um homem completo
Feito de poesia e coragem. 

Quando a noite lhe chegou,
Ele estava em seu barco,
Na baia de Long Island. 
Poucos homens foram tão celestiais
Quanto esse mestre da Rosacruz, 
Prentice Mulford. 

Janeiro, 2016.
Prentice Mulford, mestre pioneiro da espiritualidade

Variando um pouco minha colaboração aqui no Blog do Luiz, decidi fazer homenagem a um dos maiores homens que já vieram nesse mundo, sendo um dos mestres da Fraternidade Rosacruz do Brasil do Rito Templário. Escrevi um poema em sua homenagem, que tanto me ensinou através de sua obra. Sua morte também não foi menos poética, partiu sozinho em um barco de sua propriedade. 

Marcelino Rodriguez

Abaixo, uma mini biografia de Prentice Mulford, escrita pelo próprio colunista Marcelino Rodriguez :
Prentice Mulford nasceu em Sag Harbor, Long-Island, distrito de Nova York, a 5 de abril de 1834 e faleceu a 27 de maio de 1891, numa barca de sua propriedade.

Foi o pai de todo o movimento ocultista da América do Norte, sendo sua obra Nossas Forças Mentais, a bíblia da psicologia moderna, na qual foram beber suas primeiras ideias os propagandistas da Ciência Cristã, Novo Pensamento, Cristianismo Esotérico, Nova Psicologia e muitos outros ramos do Mentalismo.

Este mestre foi o primeiro a mostrar o lado prático e utilitário dos conhecimentos ocultos e das forças mentais, ensinando-nos a empregá-las na vida, para realizar nossas aspirações e obter a maior soma de felicidade.


Sem esta aplicação e adaptação à nossa vida prática, as sublimes concepções filosóficas da Índia e os admiráveis conhecimentos do antigo ocultismo ocidental teriam pouco valor para o homem, porquanto seriam inúteis para a melhora de sua sorte e para seu progresso neste planeta.

De fato, como bem demonstrou o mestre, o paraíso do homem deve começar neste mundo e se ele não conseguir aqui a sua felicidade não alcançará também no outro plano, porque a felicidade verdadeira só pode vir pelo progresso espiritual, que depende do conhecimento de leis mentais e de sua aplicação

Prentice Mulford começou a escrever com a idade de 29 anos tendo, antes disso, trabalhado muitos anos nas minas da Califórnia. Em 1866, entrou para a carreira jornalística, escrevendo para The Golden Era e The Dramatic Chronide, que depois se transformou em San Francisco Chronide.
Em 1872, Mulford obteve a incumbência de ir à Inglaterra fazer propaganda da Califórnia e o fez por meio de conferências, artigos, etc. Em 1873, voltou novamente à América, colaborando, então, no New York Graphic, onde introduziu a seção da “Crônica Diária”. Em 1883, cansado de escrever sobre escândalos, assassinatos, roubos, acidentes e outros acontecimentos deste gênero, que o povo acha indispensável conhecer, Mulford retirou-se para uma pequena casa que construíra campo, a sete milhas de Nova York e aí começou a escrever sua monumental obra Nossas Forças Mentais cuja publicação foi encetada em Boston, no ano de 1884, obtendo êxito cada vez mais crescente. O falecimento de Prentice Mulford se deu em circunstâncias notáveis, pois, na ocasião, não havia ninguém com ele, porém, todos os sinais indicavam que abandonou o corpo durante o sono e sem sofrimento algum.

Achava-se deitado num leito improvisado e tudo o que o rodeava estava perfeitamente em ordem. No seu rosto não havia indicação de sofrimento de qualquer espécie, nem de mínima agitação interior.

“A medida que a humanidade desenvolve sua natureza espiritual – pensa Mulford – cada vez menos terá em si as partes materiais que estão sujeitas à decadência. Por conseguinte, iluminados pelo Divino Espírito, livres das doenças e preocupações que aprenderemos, como tempo, a eliminar de nossa vida, diz ele, poderemos permanecer nesta existência tanto tempo quanto quisermos e a transição a outro plano não será mais o violento e terrível desprendimento que agora chamamos de morte, mas apenas uma mudança delicada e misteriosa, se realmente tiver de haver mudança para os corpos altamente espiritualizados que o pensamento futuro construirá para nós”.

Escreveu Elisa Achard Conner: “Se Prentice Mulford pudesse ter escolhido seu gênero de morte, julgo que teria escolhido a maneira pela qual se foi desta vida. Morreu quando estava só, em sua barca, na baia de Long Island, conduzido ao Infinito no seio do brando verde tranquilo oceano”. 

Marcelino Rodriguez é colunista fixo do Blog Luiz Domingues 2. 

Escritor de vasta e consagrada obra, é também um estudioso de ocultismo, e daí ter-nos elaborado um poema em homenagem ao pensador Prentice Mulford, além de trazer como adendo, uma rica explanação, via minibiografia, sobre quem foi, e o que legou à humanidade.

4 comentários:

  1. Encantada com o tema, com o texto e com o que me transmitiu! Gratidão e parabéns Marcelino e Luiz!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito legal, mesmo. Também curti muito publicar esse verdadeiro pacote proposto pelo Marcelino, com poema e mini biografia do enfocado, o pensador Prentice Mulford.

      Grato pela leitura e apoio entusiasmado !

      Excluir
  2. Ah os Rasa-Cruzes... admiráveis...e, como sempre, todo conhecimento ancestral converge ao mesmo ponto...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exato, um conhecimento ancestral, e que sempre recorre à realidade da força do pensamento como poder latente de cada Ser humano, denotando fazermos parte da mesma unidade criadora.

      Grato por ler e comentar !

      Excluir