sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Autobiografia na Música - Magnólia Blues Band - Capítulo 23 - Por Luiz Domingues


No início de dezembro de 2014, tivemos dois convidados ao invés de um.

Um deles já havia participado em noitada anterior e era um grande guitarrista e amigo, tratando-se de Wilson Ricoy.
 

Já o segundo convidado participaria pela primeira vez e se tratava de um exímio pianista carioca radicado em São Paulo, chamado Fernando Vinhas.
"I Got My Mojo Working" com a Magnólia Blues Band + Wilson Ricoy + Fernando Vinhas

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=8NlKIRwtM3s
"Black Magic Woman" com a Magnólia Blues Band + Wilson Ricoy + Fernando Vinhas

Eis o Link para assistir noi You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=lAcxQjuV4dw
"Hootchie Cootchie Man" com a Magnólia Blues Band + Wilson Ricoy + Fernando Vinhas

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=H44sOJwQsbs
"Money" com a Magnólia Blues Band + Wilson Ricoy + Fernando Vinhas

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=zDycnzY3yjw

Foi um som encorpado com dois convidados, sem dúvida e a casa estava bem cheia devido a ser um evento de confraternização da empresa onde Ricoy trabalhava e estava se despedindo para se dedicar aos seu estúdio e escola de música.


Aconteceu em 3 de dezembro de 2014.

    Edu Dias cantando e seu filho, Ryu Dias, tocando bateria...

Na semana seguinte, Kim Kehl, nosso guitarrista, teve um contratempo pessoal e a noitada foi feita com dois guitarristas convidados, mas que já eram amigos e velhos conhecidos nossos e participantes do projeto em ocasiões passadas : Fulvio Siciliano e Cris Stuani.
                          com Ed Cruz Jr, atuando conosco

Ambos tocaram e cantaram com tanta desenvoltura e no mais poder de improviso, que a noite transcorreu de forma magnífica, suprindo a ausência do membro da Magnólia Blues Band que em tese é insubstituível, como o Kim Kehl, que não só comanda a guitarra e canta, mas dita a performance, escolhendo o repertório na hora.
Da esquerda para a direita : Fulvio Siciliano; Edu Dias (agachado); Cris Stuani; Carlinhos Machado; Luiz Domingues  
"Little Wing" com a Magnólia Blues Band sem Kim Kehl + Cris Stuani + Fulvio Siciliano

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=N2IO0pA4Iig
"I'm Tore Down" com a Magnólia Blues Band sem Kim Kehl + Cris Stuani + Fulvio Siciliano + Ed Cruz Jr.

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=wkQ_w_XQZRg
"Just my Imagination" com a Magnólia Blues Band sem Kim Kehl + Cris Stuani + Fulvio Siciliano + Ryu Dias

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=d1nMQEX2_Os
"Walking by Myself" com a Magnólia Blues Band sem Kim Kehl + Cris Stuani + Fulvio Sicilano

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=dsoHLcUJQwA
"Mary Have a Little Lamb" com a Magnólia Blues ban sem Kim Kehl + Cris Stuani + Fulvio Siciliano

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=gj_PfQ3v9LM

Edu Dias apareceu e também tivemos uma visita ilustre que interagiu conosco : o cantor e gaitista, Ed Cruz Jr., um artista famoso no metiér do Blues paulistano.

Sua apresentação foi curta, cantando e tocando quatro canções apenas, mas foi de uma energia incrível e contribuiu muito para fazer dessa edição, um sucesso, mesmo sem o Kurandeiro-Mor estando entre nós naquela noite.

Noite de 10 de dezembro de 2014.

Na semana seguinte, uma nova estratégia foi testada e tinha tudo para vingar e ser repetida no decorrer do ano seguinte, de 2015.

Ao invés de convidar um músico sozinho para interagir conosco, a ideia agora era convidar outra banda, oferecendo-lhe o palco para fazer seu som numa entrada, deixando uma para nós e numa terceira, aí sim, os músicos se misturando para uma grande jam.

Nessa primeira experiência, a banda convidada foi a "Electric Pepper".

De antemão, eu sabia que o baterista era um velho amigo, Fernando Rapolli, baterista que é irmão do José Luiz Rapolli, com quem toquei na A Chave / The Key, entre os anos de 1988 e 1989 (história já contada com detalhes em seu capítulo específico).

O Electric Pepper era um quarteto, com Fernando Rapolli na bateria e um guitarrista, baixista e a vocalista que eventualmente apoiava a harmonia da banda tocando violão.

Parecia uma noite animada, seria a última edição da Quarta Blues em 2014 e dali em diante a casa fecharia para o Natal e Reveillon.

Era uma noite quente de quase verão e o Electric Pepper entrou primeiro, fazendo uma entrada sensacional executando clássicos do Rock sessentista, primordialmente e eu curti muito a banda. O guitarrista e o baixista eram muito bons e a vocalista cantava muito bem. Tal garota, aparentando ser bem jovem, era Lili Malogolli, filha do presidente de uma dos mais significativos fã-clubes dos Beatles no Brasil, o "Revolution", portanto, enquanto ouvi-a cantando covers sensacionais de artistas diversos dos anos sessenta, pensava que era mais do que natural que dominasse tal tipo de repertório em se considerando o tipo de influência musical que teve em sua educação familiar.

Fizemos a segunda entrada e foi muito legal , também.
"I Want you Back" com Electric Pepper

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=0wzfBpj6M3E
"Pinball Wizard" com o Electric Pepper

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=qbTPLriJmmw
"Son of a Preacher Man" com Electric Pepper

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=-OENV0Ka2hM
"Satisfaction" com a Magnólia Blues Band + Electric Pepper _ Convidados

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=s58VzO0WoiE 

Ao final, numa terceira entrada mais curta, as jams, misturando os músicos foram bem legais e como se não bastasse essa interação e camaradagem totais, convidados de última hora também apareceram e interagiram nessa jam. Caso de Edu Dias; Fulvio Siciliano, e Tibet Queiroz.

Me lembro de ter conversado longamente com o Fernando Rapolli, rememorando os tempos em que toquei com seu irmão, e Fernando foi testemunha ocular dos bastidores dessa fase, além do super simpático guitarrista Frank Hoenen, que contou-me de sua atividade como professor de uma escola de música super tradicional no bairro da Vila Pompeia.

Foi uma das mais bacanas noites do projeto e curiosamente foi a última do ano de 2014, o ano onde tudo começou para essa banda / projeto.

O balanço era o melhor possível para esse ano inicial, pela quantidade incrível de músicos convidados; o desafiante poder de improviso a cada quarta-feira e as jams, sobretudo, que foram inspiradas muitas vezes.
Sendo muito sincero, não me lembro de uma só edição que tivesse sido frustrante por uma má noitada musical ou algum desconforto com algum convidado. Certamente que nem todos os convidados estabeleceram uma sinergia perfeita conosco. Algumas foram mais comedidas, é bem verdade, mas também tiveram as super animadas e até as que geraram euforia.

Tivemos momentos de grande inspiração musical; outros de camaradagem, demos risada; fizemos novos amigos e recebemos velhos amigos, igualmente.

Num dado instante, tivemos dificuldade de manter a periodicidade semanal. Muitos artistas convidados declinaram do convite, e a razão principal era por terem pedido cachet. Não posso, como artista que sou também, criticá-los por terem adotado tal postura, de forma alguma. Mas por outro lado, a postura dos que participaram também deve ser enaltecida, pois se a postura profissional de participar só mediante cachet é louvável, tocar arriscando a bilheteria sob camaradagem, também é bacana, se for entre amigos.

Em 2015, o projeto prosseguiria com a ideia da mudança de estratégia, mas algo desagradável estava para ocorrer na minha vida pessoal e isso refletiria nas quatro bandas em que tocava na ocasião, mas certamente que as mais prejudicadas foram Os Kurandeiros e a Magnólia Blues Band.

Já chego lá...

Continua...

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