sábado, 16 de janeiro de 2016

Autobiografia na Música - Pedra - Capítulo 144 - Por Luiz Domingues


Passada a experiência do Teatro Olido, nossos amigos do Tomada e do Massahara nos convenceram a tocar num show triplex, mais uma vez no Central Rock Bar, de Santo André, no ABC Paulista.

Nada contra a casa, pelo contrário, seus proprietários eram simpáticos e a ambientação Rocker. Mas já havíamos tocado ali anteriormente e tínhamos nos convencido de que não era conveniente levar nosso show para uma casa que não reunia condições melhores de som e luz, prejudicando nossa execução e na nossa concepção, já havíamos chegado à conclusão de que não valia a pena tocar em condições insalubres, onde as pessoas receberiam nossa música prejudicada pelas condições técnicas desfavoráveis.
No pós-show, com os amigos : Da esquerda para a direita : Allan Ribeiro (baixista do Massahara); Luiz Domingues; Marc Matherson (meu ex-aluno e hoje em dia, 2016, baixista da banda de Próspero Albanese e Ricardo Schevano (também meu ex-aluno, e baixista do Baranga e Carro Bomba). Acervo de Marc Matherson


Mas, sucumbimos à animação dos amigos e se havia um aspecto positivo em se tocar nessa casa, certamente era pela sua ambientação Rockers e apesar dos pesares, no show anterior haviam 200 pessoas na casa e relevando a escuridão e o som ruim, demonstraram ter curtido .

OK, fomos então ao Central com nossos amigos, na noite de 21 de agosto de 2009, e usamos do mesmo expediente, ou seja, não levamos teclados, pensando no palco de dimensões reduzidas e na falata de qualidade sonora disponível e simplificando, faríamos um set list só de músicas executadas com duas guitarras.

O Pedra tinha essa versatilidade por ter esse dinamismo do Rodrigo tocar vários instrumentos, portanto, havia a ala de músicas com duas guitarras e também a dos teclados.

Portanto, vendo pelo lado da praticidade, sim, tínhamos essa possibilidade de fazer shows otimizados.

Todavia, o que parecia uma vantagem, também passou a nos incomodar internamente, pois a banda parecia incompleta se não mostrasse seu potencial todo, por inteiro e esse passou a ser também um argumento contra fazer shows em casas não preparadas integralmente. Brincávamos entre nós, mas havia um fundo de verdade :  Fazer shows só com as músicas de guitarras, eram shows de 1/2 Pedra...um subproduto de nós mesmos.

Enfim, nossa banda era sofisticada artisticamente ao ponto de termos dificuldades de nos fazer entender bem sem condições mínimas de produção de som e luz, no entanto, palcos melhores com infra estrutura à altura dessa excelência musical não nos abriam suas portas, normalmente...
Nos bastidores desse show com Marc Matherson, meu ex-aluno e mais dos meus ex-pupilos dos quais me orgulho em ver grandes músicos na atualidade. Acervo de Marc Matherson

                     Acervo de Fabiano Cruz

Sobre o show do dia 21 de agosto, houve uma agravante. Ao contrário do show anterior no Central, meses antes, ao menos o público fora bacana, com 200 pessoas na casa, mas desta feita, o comparecimento baixo numa noite fria de inverno, nos desanimou bastante. Com apenas 50 pessoas presentes, mais som ruim e luz deficitária, era a certeza de que no decorrer da semana voltaríamos à inevitável "DR" na nossa próxima reunião semanal e a gangorra voltaria à tona : tocar ou não em shows com condições inadequadas ?

Promo produzido nessa época, mesclando diversas imagens de shows passados, para a música "Rock'n Não"

Eis o Link para assistir no You Tube :

https://www.youtube.com/watch?v=r3782u2SXzk

                     Acervo de Fabiano Cruz

Leia a resenha sobre esse show, escrita pelo jornalista Fabiano Cruz, em seu Blog : Alquimia Rock Clube :

http://www.alquimiarockclub.com.br/resenhas/782/   
                     Acervo de Fabiano Cruz

Mas notícia boa ao final de agosto era que estávamos nos organizando para gravar as novas músicas compostas, e entre elas, algumas que já faziam sucesso nos shows. E era mais uma vez, uma safra de ótimo material.

Continua... 

Nenhum comentário:

Postar um comentário