sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Autobiografia na Música - Pedra - Capítulo 133 - Por Luiz Domingues

                                Acervo e cortesia de Junior Muelas

Acordamos refeitos do cansaço, almoçamos ainda em São José do Rio Preto e partimos para Ribeirão Preto no início da tarde. Por terem que voltar para Rio Preto e nós para São Paulo no pós-show, o pessoal do Estação da Luz viajou em carros particulares para Ribeirão Preto, em comboio conosco. Uma pena pois havia espaço na nossa van para o quinteto, e teria sido um enorme prazer viajarmos juntos, aproveitando um clima de "tour", tão raro para as nossas respectivas bandas, infelizmente.

Um fato assustador ocorreu-nos nesse percurso e foi algo absolutamente insólito...
Conversámos e ríamos, bastante despreocupados, pois a condução do "Seu" Valdir era ótima no volante da van, quando sentimos que ele freou bruscamente e um objeto indefinido num primeiro instante, de cor preta, veio voando em nossa direção e foi tão rápido que tornou-se impossível evitar o impacto no parabrisa da van.
Era um enorme urubu que morrera em pleno ar e veio mergulhando em nossa direção, mas de uma forma repentina, que o motorista não pode evitar a colisão com seu corpo desfalecido. O impacto foi tão grande que além de fazer um barulho enorme, naturalmente, avariou o parabrisa, mas por sorte, não estilhaçou-o e pudemos seguir viagem. Paramos logicamente para avaliar o estrago e de fato, o "seu" Valdir assegurou-se de que dava para prosseguir e jogando uma água básica para tirar o sangue da pobre ave, seguimos em frente... 
Segundo o "seu" Valdir e o Otávio Dias que viajavam na frente, a ave deve ter morrido de causas naturais, talvez um infarto, pois voava normalmente ao lado de outras aves, quando mergulhou subitamente numa queda mortal...
Mundo animal a parte, tínhamos um show de Rock para fazer em Ribeirão Preto...


Continua...

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