sábado, 19 de dezembro de 2015

Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 304 - Por Luiz Domingues


Não acompanhei direito a repercussão do nosso álbum ao vivo, mas pelo que observei, ele foi bem saudado pelos fãs e críticos.

Creio que sua missão foi cumprida com galhardia, pois tem um áudio bastante convincente, apesar de algumas restrições que já fiz quando o analisei com detalhes em capítulo anterior.

Considerando as dificuldades que uma banda no underground sofre, esse disco é excepcional. Melhor, só se houvesse um caminhão de dinheiro oferecido por uma gravadora major, nos velhos tempos de bonança da indústria fonográfica, ou ofertados por um fortuito e utópico mecenas, desses que nem nos contos dos Irmãos Grimm se acha...

Mais um hiato de tempo e vi que finalmente o Junior havia fechado um time mais fixo e não estabelecendo formações efêmeras para cumprir agenda tão somente. Que bom para a Patrulha, pois é o que a banda merece, ter mais uma formação fixa para entrar para a história, como a nossa entrou.  

E sendo assim, em 2011 fui informado pelo Junior que a banda estava gravando um álbum novo de material inédito, mas precisava novamente de meus dados e assinaturas em papeis burocráticos para incluir nesse novo disco como uma faixa bônus, uma canção da nossa formação, tratando-se de um outtake do nosso álbum ao vivo de 2004, a música "Rock com Roll".  

Portanto, eu, Rodrigo e Marcello estamos nesse disco também com essa faixa ao vivo, e o Marcello toca e compôs outras faixas também desse disco da Patrulha de 2011.

A última lembrança minha com a Patrulha foi em 2014.  
 

Em fins de maio de 2014, o Junior abordou-me no inbox da Rede Social Facebook, e formulou convite para eu tocar duas músicas como convidado num show que a Patrulha faria no Centro Cultural São Paulo no início de junho.

Ele me deu a incumbência de escolher duas músicas e diante de tantas possibilidades pensando nos discos que gravamos, escolhi "Ser" e ele sugeriu Rock com Roll". Sem previsão de ensaio, apenas ouvi as canções em casa e fui para o show.  

Marcello Schevano também fora convidado, assim como Rodrigo Hid. Outros convidados também tocariam.

Rodrigo não pode comparecer porque tinha compromisso no dia, mas o Marcello foi e tocou Sunshine ao piano com a atual formação da Patrulha (gosto muito do guitarrista Danilo Zanite, um tremendo músico e um sujeito ultra gente boa; a simpática vocalista Marta Benévolo, e o ótimo baixista, Paulo Carvalho).

E tocando guitarra, atuou comigo em "Ser" e "Rock com Roll", com Danilo junto, e foi uma farra no palco.  

Fazia anos que eu não tocava com tamanha volúpia sonora, estava desacostumado com tal ímpeto Rocker, e certamente que foi bom ter esse momento de reencontro com a banda.

O público se emocionou ao ver três quartos da formação Chronophágica no palco, e com a presença do ótimo Danilo, a falta do Rodrigo foi suprida. Mas claro, teria sido genial tê-lo no palco para reviver a nossa formação.  

Bem, foi a última interação direta que tive com a Patrulha do Espaço na minha história recente, mas a vida prossegue e a qualquer momento, mesmo não sendo membro oficial há anos, novos encontros podem acontecer.
Eu e Junior, a velha cozinha da Patrulha do Espaço em sua "Era Chronophágica" retratada por Bolívia e Cátia e fazendo parte de uma exposição em 2015

Indiretamente, em 2015, numa Exposição de fotos do casal de fotógrafos e filmakers, Bolívia e Cátia, figuras conhecidas no metiér Rocker de São Paulo, uma das fotos que tiraram de minha participação ao lado de Marcello Schevano tocando com a Patrulha em 2014, foi exposta e fiquei honrado com isso. Tal foto foi postada no Facebook e Google+ e gerou muitos comentários sobre a nossa formação.

Reta final do relato sobre a Patrulha.
Fotos da minha participação e de Marcello Schevano com a Patrulha em 2114, no Centro Cultural São Paulo, são clicks de Bolívia e Cátia

Continua

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