quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 281 - Por Luiz Domingues


Nos meses de janeiro e fevereiro de 2004, o assunto foi a preparação da capa, e a expectativa para marcar as sessões de mixagem do novo álbum.

O Junior tomou a dianteira de tudo e nos comunicou que o pessoal do estúdio "Área 13" sinalizara que em janeiro não haveriam meios de ter agenda para as nossas sessões de mixagem. Portanto, a perspectiva seria apenas para fevereiro.

Cabe destacar que em se comparando aos problemas que tivemos para concluir o álbum anterior, ".Com Pacto", uma espera desse porte não era nada. E por outro lado, ficamos contentes em saber que o estúdio prosperava, agendando outros artistas para gravar e mixar.

Se a nossa participação era a de servir como banda propaganda do estúdio para alavancar seus negócios, melhor ainda se já estavam dando seus primeiros passos para a prosperidade e sem necessariamente depender do nosso disco ficar pronto para lhes servir de vitrine no metiér do Rock.

Sobre a capa, o Junior já tinha na cabeça o mote do título do álbum : "Missão na Área 13" seria o seu título.

Mas ao contrário do que se esperava, apesar de toda a insinuação ufológica que tal título poderia sugerir, ele teve outra ideia para a elaboração da capa, e com outra motivação bem diferente do que se esperaria, com extra-terrestres; naves espaciais e afins.

Sendo assim, a ideia proposta foi de nos retratar na capa, numa situação de metalinguagem. Fazendo alusão aos nossos esforços para nos mantermos na estrada do Rock, figurativa e literalmente falando, a foto ilustrativa teria que passar tal mensagem.

Então, essa discussão suscitou várias sugestões, até se chegar à resolução de nos retratar numa situação de estrategismo militar, simulando uma reunião de cúpula de comandantes, definindo metas de ataque, mediante análise com mapa.

Para quem não sabe, o Junior curte muito o assunto, e é um expert em Segunda Guerra Mundial, conhecendo muito a história do conflito e muitas nuances da estratégia geopolítica e militar de ambos os lados do conflito, tendo lido inúmeros livros sobre o assunto.

Conversei muitas vezes com ele sobre o assunto, em momentos informais na convivência interna da banda, e sabia que ele tinha grande cultura no assunto.

Além do mais, buscar um outro mote foi estratégico para quebrar uma rotina, haja vista que a Patrulha já havia usado o mote da ufologia muitas vezes anteriormente. No próprio CD "Chronophagia" essa referência era clara, apesar de alguns sinos díspares simultaneamente.

Mas isso era explícito mesmo na coleção de coletâneas "Dossiê", que o Junior havia produzido e lançado, com 4 volumes e todas as respectivas capas aludiam ao Sci-Fi de motivação interplanetária, retratado em forma de Comics (História em Quadrinhos).

Portanto, louvo a ideia do Junior em ter buscado uma outra solução de capa, fugindo do tema, e ainda mais em se considerando que o título do novo disco era uma tentação para se usar o tema do Sci-Fi / Ufologia / Naves & ET's etc etc...

Mais ou menos no fim de janeiro, o Junior conversou com nossa amiga, a fotógrafa Ana Fuccia, e começou a planejar a sessão de fotos para essa capa, e que fatalmente serviria para extrair-se fotos promocionais necessárias no processo de divulgação do álbum.

Continua... 

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