sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Autobiografia na Música - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 32 - Por Luiz Domingues


De fato, o Carlinhos Machado nos falou bem da Casa Amarela, pois já a conhecia por ter tocado lá inúmeras vezes com outras bandas, e por frequentar o estabelecimento para assistir outros
artistas se apresentarem.

Então, fomos para lá bastante confiantes de que seria uma noitada legal, e com a predominância do repertório autoral, portanto com mais jeito de show de Rock do que apresentação em casa noturna.

Não conheço a cidade de Osasco o suficiente, mas com a facilidade do Google Map, mais a orientação do Carlinhos, cheguei com facilidade ao local, e indo além, fui o primeiro a chegar.  

A casa era de fato toda amarela, justificando o seu nome e com decoração rústica, parecendo um casarão colonial do interior, portanto muito agradável. O dono, era um hippie estilo velha guarda, com cabelo pela cintura, e de fato, atendia pelo nome de "Cabelo".


Todo o suporte de equipamento de som e luz era do Edu Dias, e o projeto "Hoje tem Blues" era de sua alçada. 

Seu plano era interessante, pois como tinha um programa de webradio destinado ao Blues, principalmente, usava-o como plataforma de divulgação de seu projeto que era itinerante. 

Um dia por semana, levava uma programação diferente a várias casas noturnas, mantendo uma periodicidade, sempre
com atrações diferentes numa espécie de rodízio.

Portanto, tinha tudo para dar certo, solidificando-se enquanto cena de Blues e Rock'n Roll, em várias casas noturnas espalhadas pela Grande São Paulo.

Nesse dia, tocamos para um público bastante entusiasmado e formado predominantemente por jovens o que só não nos surpreendeu por inteiro, porque o Edu Dias havia nos advertido sobre tal característica.

Ora, ora...que legal em pleno 2014, quando achávamos que estava tudo perdido para a subcultura, ainda haviam jovens que se predispunham a sair de casa para ouvir uma banda autoral e off-mainstream se apresentar !!

Foi um show muito bom, com picos de euforia, até e que nos deixou bastante felizes e esperançosos por dias melhores.

O Edu Dias se apresentou conosco quase o tempo todo, e cantando e tocando gaita bem, claro que encorpava bem o som dos Kurandeiros, portanto sendo sua participação um adendo enriquecedor.

Era o dia 26 de abril de 2014, um sábado e cerca de 50 pessoas estiveram presentes, e considerando ser um espaço pequeno, ficou-nos a sensação de casa cheia.


Ali mesmo na Casa Amarela, o Edu Dias nos comunicou que haveria uma nova apresentação dos Kurandeiros por ele agendada, e novamente nos mesmos moldes, ou seja, com sua participação, dali a poucos dias em outra casa noturna, mas num bairro de São Paulo na divisa com Osasco, portanto, ali perto.

Essa seria portanto, a nossa próxima parada...

Continua...

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