sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Autobiografia na Música - Pedra - Capítulo 81 - Por Luiz Domingues


Após essa boa aparição na TV, onde fomos bem recebidos, pudemos falar com tranquilidade, e tocar ao vivo com um som legal, só lamentávamos que a estação em si, não tivesse uma audiência digna de suas boas intenções culturais.

Eram os últimos dois meses de 2006, e não tivemos mais perspectivas de shows, infelizmente.

A música "Sou Mais Feliz", continuava tocando com boa profusão numa estação FM de São Paulo, mas não havia indício de que entrasse em outras estações, por extensão. Realmente, o fato de tocar em uma, já era extraordinário por si só, em se considerando que dobrava-se a primeira década do novo século/milênio e a cultura maldita do "jabá", estava para lá de sedimentada, há anos...
Legal sair com resenha num jornal mainstream e popular que geralmente abria espaço apenas para manifestações culturais popularescas, mas convenhamos, só na cabeça do desconhecido jornalista que escreveu, para deduzir que nosso objetivo de vida era seguir os passos do Jota Quest...particularmente, acho essa banda muito competente, mas se ele tivesse ouvido nosso disco mais detidamente e ostentasse, sobretudo, uma cultura musical mais avantajada, não teria escrito essa asneira...

Tivemos mais algumas matérias de revistas, com críticas positivas sobre o CD, e creio que foi só o que aconteceu de positivo nesse finzinho de 2006.
 

Bem, em se tratando de uma revista voltada ao mundo do Heavy-Metal, acho hoje em dia que nem deveríamos ter levado nosso material em sua redação para submetê-lo à análise. Bacana terem publicado, demonstrando grande respeito, mas a nota que adquirimos e as ressalvas "pisando em ovos" do resenhista Carlos Antico, demonstram claramente que ali éramos "estranhos no ninho"...o fato dele fazer a observação que preferia que a banda fosse mais pesada, escancara o equívoco de estarmos sendo analisados nesse veículo inadequado para o que aspirávamos. As referências que ele sentiu na nossa música, eram pura idiossincrasia da parte dele (Joe Satriani ? April Wine ? se fosse um jogo de "batalha naval", seria um sonoro : "água" !!!), e muito curioso o rapaz afirmar que sua canção predileta era "Me Chama na Hora", com tanto arranjo Jazz-Rock funkeado a la seventies, e uma sonora batucada de escola de samba no trecho final (desconfio que na verdade, ele tenha curtido "Se Agora eu Pulo Fora", faixa anterior e editada "grudada" em "Me Chama na Hora", mas não percebeu serem canções distintas, enganado pela emenda proposital. Nota triste, ele assinalou que o nosso guitarrista/vocalista e tecladista se chamava "Pedro Hid"....e dá-lhe mais batalha naval : Água !!!

O grande embalo inicial estava diminuindo, sem dúvida, e claro que hoje em dia, é muito fácil de enxergar tal dificuldade que estávamos vivendo, pelo distanciamento histórico. Na época, sentíamos uma queda, mas relevávamos, atribuindo-a ao inevitável "fechamento do Brasil", que ocorre de dezembro à março, num costume enraizado desde 1500...
Uma resenha exemplar assinada pelo experiente e muito exigente crítico, Régis Tadeu, então editor da Revista Cover Guitarra

Por outro lado, já trabalhávamos em músicas novas, que avolumavam-se, insinuando a vontade de pensar num segundo disco...

E assim encerrou-se o ano de 2006...
Entrevista com os guitarristas do Pedra, Xando Zupo e Rodrigo Hid, para a revista Guitar Player em 2006, logicamente focando mais em questões técnicas da performance e equipamento de ambos, praxe dessa publicação dirigida a músicos e aspirantes a

Fotos : Grace Lagôa

Continua...

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