domingo, 29 de março de 2015

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 244 - Por Luiz Domingues


Aproveitando o gancho na narrativa, onde relato a repercussão do EP na mídia escrita, preciso relembrar dois eventos ocorridos em 1985, relacionados à publicações, mas que fugiam um pouco da abordagem tradicional de reportagem/resenha/nota & entrevista, quatro modalidades clássicas do jornalismo musical.

Não sei precisar as datas em que ocorreram, mesmo porque, em ambas, foram situações que desdobraram-se e demandaram muitas reuniões e fatos gerados.

Vamos lá, a primeira história : 


O Luiz Calanca nos comunicou que um rapaz o abordara com uma proposta interessante no campo do marketing. A ideia era lançar um álbum de figurinhas, com todo o cast de artistas da Baratos Afins, ao lado de artistas do Rock internacional.

Claro que gostamos da ideia e aceitamos participar. Aliás, quem em sã consciência, não aceitaria ?

Bem, daí a ser efetivamente lançado nas bancas, o álbum teve um longo processo de etapas burocráticas e técnicas a serem vencidas, e nesse quesito gráfico, inclusive, nós acabamos sendo prejudicados, pois houve uma pressão do editor para fechar o material (o que aliás era natural e legítimo da parte dele), mas infelizmente, essa pressa fez com que perdêssemos a oportunidade de termos duas figurinhas da Chave do Sol no álbum, pois não deu tempo de incluir a capa do EP.

Nesses termos, ficamos representados só com a figurinha da capa do compacto de 1984, mas não podemos reclamar, pois foi um apoio de divulgação e tanto, e motivo de orgulho para a banda, claro.

Apesar desses aspectos positivos que arrolei, haviam um negativo, também. E era inevitável, pois estávamos em 1985...

Isto é, claro que o álbum tinha um ranço Heavy-Metal acentuado, muito mais do que outras vertentes. Se por um lado era legal estar no álbum,  por outro, estar inserido em meio à cena heavy, não era exatamente o ambiente que desejávamos. 


O álbum chamava-se "Rock Stamp", com boa apresentação gráfica, ilustrações e as figurinhas tinham boa impressão, com cores bem definidas e sem distorções.

Lógico que eu comprei um álbum e revivi a minha infância, visitando as bancas de jornais e revistas com frequência e tendo assim o prazer de comprar os famosos "pacotinhos".

Contudo, assim que arrumei a figurinha da Chave do Sol, e a colei no álbum, parei de comprar as figurinhas, pois realmente não tinha interesse em completar o álbum, com toda aquela carga de bandas de Heavy-Metal.

Essa foi a primeira história. A seguir, falo da segunda ocorrência, que nos consumiu muitos dias de dedicação.


Continua...

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