domingo, 5 de outubro de 2014

Autobiografia na Música - Sidharta - Capítulo 17 - Por Luiz Domingues



Minha euforia era muito grande, pois após anos de dissabores e muitas concessões ao plano de vida primordial, achava ter conseguido resgata-lo, finalmente.

E nesse euforia juvenil, eu vibrava na mesma energia que eu tinha nos anos setenta, quando mergulhei na música, ainda adolescente.


Minha euforia se avolumava ao ver que tinha duas joias preciosas em mãos.

Rodrigo e Marcello, em foto do primeiro show da Patrulha do Espaço em agosto de 1999, onde minha projeção feita nos tempos do Sidharta, começou a concretizar-se de fato, sobre a explosão do talento assombroso de ambos


Rodrigo e Marcello eram geniais, por serem ambos, multi-instrumentistas; vocalistas; compositores; letristas, e extremamente jovens e bem apessoados. Tinham tudo para explodir na carreira.
 


Não é fácil formar uma banda com dois talentos desse porte.

E o Zé Luiz, apesar de não vibrar com essa mesma intensidade que nós na questão do resgate retrô que a banda propunha, compensava com sua animação pela banda em si. Estava louco para tocar, e empolgado com os garotos.


E convenhamos, era um grande músico, que eu também estava curtindo ter como sócio novamente, pois seu caráter é irretocável, e como músico, se o achava excelente no tempo da Chave do Sol, agora, 11 anos depois, estava ainda mais técnico e experiente. 

Portanto, também não é fácil arrumar um baterista desse altíssimo nível, para integrar-se à uma nova banda.

Foi uma época muito bonita, que realmente guardo com muita força, pois a rigor, foi o meu canto do cisne na determinação de seguir meu plano inicial traçado em 1976.

A cada nova música que surgia; a cada letra; a cada arranjo que enriquecia as canções, sentia arrepios de euforia !


Continua...

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