segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 177 - Por Luiz Domingues


Ainda falando da estreia oficial do Fran, além da divulgação tradicional, tivemos também apoio de dois programas de TV. 

No mesmo dia do show, 31 de janeiro de 1985, havíamos ido novamente ao programa feminino e vespertino, "A Mulher dá o Recado", da TV Record de São Paulo. 

No período da tarde, no dia do show, gravamos o Realce Baby, da TV Gazeta, que foi ao ar às 18:00 h., e que sempre dava um bom apoio.

No programa da TV Record, apesar de ser ao vivo, não esperávamos tanto retorno assim, visto que sua audiência básica não era de rockers, mas muito pelo contrário, de donas de casa, e certamente idosos.

Contudo, achávamos muito válido aparecer em tais programas, pois mesmo nos posicionando como uma banda de Rock, queríamos angariar um público maior. Claro que um programa dessas características não era o mais adequado para nós, mas eu ficava muito contente quando abria a caixa postal da banda, na agência do correio, e via cartas de pessoas que estavam nos elogiando por terem nos visto em programas assim, e neste em específico, rendeu frutos nesse sentido. 

Vivíamos o mesmo problema de quando fizemos programas de TV com a presença do vocalista anterior, Chico Dias, ou seja, lá estávamos nós novamente, para enfrentar uma dublagem, onde um novo vocalista iria se apresentar fingindo cantar, com o áudio da voz do Rubens em "Luz".

Nesse sentido, o fato de termos só um compacto simples, e com uma música cantada apenas, e a outra, sendo instrumental, nos limitava naquele instante. 


A necessidade de um novo álbum, e com a voz do Fran no comando, tornara-se urgente, também por esse aspecto televisivo.

Nesse programa da TV Record, como de costume, tínhamos o compromisso de estar no estúdio às 8:00 h. da manhã. Não era fácil portanto, estar de cara limpa e bom humor, prontinho para entrar no ar, sendo músicos, e naturalmente notívagos, mas todo sacrifício era válido.



Desta feita, optamos portanto pela não participação do Fran na apresentação, para não cometermos o mesmo erro já citado, que cometêramos com o antigo vocalista, Chico Dias.


Eis acima, essa aparição no programa "A Mulher dá o Recado", da TV Record de São Paulo, no 31 de janeiro de 1985.
https://www.youtube.com/watch?v=_xSsxMCtIbE
 

E na TV Gazeta, no dia seguinte, a tradicional "Sbornia" do apresentador Mister Sam, proporcionou-nos mais uma divertida aparição.

Desta vez, tivemos a oportunidade de executarmos as duas músicas do compacto, e pelo fato de "18 Horas" ser instrumental, o Fran não participou, mas aconteceu algo hilário.


Como haveria o solo de bateria, e o Zé Luis faria a dublagem usando uma caixa e um prato, naquela tradicional palhaçada que essas situações de TV proporcionavam às bandas nessas circunstâncias, principalmente nos anos 80, o Zé Luis criou uma loucura de improviso.

Na hora que fomos gravar o bloco do programa onde dublaríamos "18 Horas", o Zé teve a ideia de dispensar aquelas peças avulsas de bateria e pegou um cesto de lixo do estúdio da TV Gazeta, para "tocar".

Claro que o Sam adorou a iniciativa, e ali emendou uma série de brincadeiras hilárias, falando em "bateria invisível" e outras bobagens.

E na hora do solo, que o Zé Luis sabia de cor, sua gesticulação foi perfeita, como se estivesse tocando de fato, e tornou tudo mais engraçado. 


Nos divertimos muito, como sempre era assim no programa Realce Baby, da TV Gazeta. E certamente que esse programa nos ajudava bastante na divulgação do trabalho.

E também fizemos dois programas de Rádio, como apoio ao show. Na verdade, foram duas entrevistas concedidas ao programa "Balancê", da Rádio Globo de São Paulo, onde o comandante era o Fausto Silva. 


Já havíamos estado nesse programa algumas vezes antes, e nesse dia 28 de janeiro de 1985, especificamente, a banda foi representada por Zé Luis e eu, dentro daquele revezamento que havíamos combinado internamente, visando dar entrevistas em duplas, sempre que possível, para render mais nos programas radiofônicos, que tendem a ser confusos, quando mais de duas pessoas vão ser entrevistadas.

Mas como o programa tinha um público, apesar de ser radiofônico, uma bizarra condição se instaurara : Pediam aos artistas musicais que dublassem, mesmo não fazendo nenhuma diferença para quem assistia in loco.

Então, eu, Rubens e Zé Luis, geralmente levávamos um par de baquetas, e uma mini guitarra chamada "Chiquita", que mais parecia uma guitarrinha baiana, dessas de trios elétricos, simplesmente para facilitar as coisas.

Então, combinamos de eu usar a guitarrinha na dublagem, e o Zé Luis, fazer malabarismos com as baquetas, e ambos dublando a voz do Rubens. Ou seja, bizarrice total...

Mas demos um azar nessa manhã de 28 de janeiro de 1985...



Continua...

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