sábado, 21 de junho de 2014

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 124 - Por Luiz Domingues


A terceira participação era a mais produzida, apesar do material usado ser bem simples, improvisado mesmo.

Consistia da entrada do "Homem Abatjour", com uma performance meio fantasmagórica, andando pelo palco e interagindo com a plateia, ainda que sem exageros.

Mais uma vez, a ideia era dar um efeito nonsense, causar estranheza e sutilmente fazer uma analogia com o "Sol" da Chave do Sol.

Durante a execução da música "No Reino do Absurdo", o poeta Julio Revoredo entrou em cena com aquele paramento todo que eu descrevi anteriormente, mas não custa repetir : uma capa preta que lhe cobria até os pés; um abatjour na cabeça, enorme, e por baixo, roupas e sapatos pretos para reforçar. 


O Zé Luis (quem mais ?), preparou toda a engenhoca para acomodar a cabeça do Julio, com a respectiva armação para a lâmpada, e bateria para alimentá-la.

A performance nos dois dias foi muito boa, e causou efeito. 


Foi difícil para o Julio, pois estava quase impossível para ele enxergar alguma coisa, fora o calor que o manto e a luz acesa na sua cabeça, proporcionavam. 

No primeiro show, da segunda-feira, ele assustou uma criança na plateia que saiu correndo, arrancando risos de todos. Era o Victor, sobrinho do Zé Luis, filho da irmã dele, Elizabeth Dinola, e que desenhou a capa do compacto.

Pelo fato de andar às escuras praticamente, o Julio acabou usando isso como performance, caminhando como o Frankenstein clássico do Boris Karloff, o que foi legal para a performance.


  
Continua...

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