sexta-feira, 23 de maio de 2014

Autobiografia na Música - Patrulha do Espaço - Capítulo 13 - por Luiz Domingues


Acompanhei o casal Júnior e Claudia em algumas tentativas de fechar um lugar para a tal festa, mas as negativas eram constantes. 

Em termos de patrocínios, o mesmo fenômeno, infelizmente.

Isso foi minando as esperanças do casal em torno desse projeto, até que o Júnior finalmente o descartou. 


Numa reunião com a banda, comunicou que havia desistido da festa, e que focaria na Patrulha. O objetivo seria agora arrumar um lugar para fazermos a nossa estreia da nova formação.

Então, ensaiávamos firmes, e tentávamos acertar logo essa data. 


Nesse ínterim, o Rodrigo conseguiu de forma gratuita o estúdio e o laboratório fotográfico de sua faculdade. 

Um colega dele se prontificou a fazer fotos promocionais de graça, e assim, só pagaríamos os filmes e o material de revelação. 
Essa foto acima foi do making off da primeira sessão de fotos que estou narrando. Mas realmente, as fotos clicadas não ficaram melhores do que essa, bastante prejudicada na revelação...

Isso ocorreu mais ou menos em junho de 1999. 

Fizemos uma quantidade absurda de fotos, aproveitando bem o caráter gratuito da empreitada, mas nenhuma foto foi aproveitada, pois realmente não ficaram boas. 

O rapaz tinha boa vontade, mas não clicou nada que nos agradasse. 

As fotos ficaram meio caricatas, nos retratando com roupas sessentistas, mas não tirando o ranço do que mais parecia uma festa à fantasia dos anos sessenta.

Imprimir uma imagem autêntica era importante para o projeto, e não uma caricatura patética para depor contra.

Em junho, o Júnior começou a fazer negociações com um salão tradicional de Rock na zona leste de São Paulo, e após diversas reuniões, resolveu-se então por uma data.


Tínhamos enfim, uma data de estreia, o dia 14 de agosto de 1999, um sábado.

Mas essa negociação tem histórias engraçadas. 


Chegou num ponto onde virou quase um acontecimento folclórico negociar com os donos do salão.

O fato, é que os donos do salão não colocavam fé na Patrulha como capaz de levar um público interessante. 


Eram raros os shows ao vivo ali, e para eles, era muito mais cômodo, fazer suas tradicionais noitadas ao som mecânico. 

Mas acabaram convencidos de que poderia dar certo, e assim, fecharam a data.


Continua...

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