quinta-feira, 27 de março de 2014

Artérias - Por Julio Revoredo

 
Artérias já, artérias aqui.

Multicores, por entre multiflores, vácuos, vazios, tubos, triângulos.
Artérias em fogo, fogo-fátuo.

Distorcidos mares que abrem em flor, em 7.
O vento desvidra o lineal utópico do homem solitário e violáceo, que cruza o Azul com Syd Barrett, no mais tudo dissipa-se em artérias, originais, abissais, por hora vírides sereias astrais, as naves do espaço exíguo, não escolhem entre a noite e o dia, apenas segue-se o contrarefluxo em artérias, artérias, artérias, arte.




Julio Revoredo é colunista fixo do Blog Luiz Domingues 2. Poeta e letrista de diversas músicas que criamos em parceria, em três bandas onde atuei : A Chave do Sol, Sidharta  Patrulha do Espaço.

Neste poema, nos fala sobre o fluxo surreal proposto na psicodelia, correndo como um rio caudaloso e pleno de arte.

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