quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Autobiografia na Música - Terra no Asfalto - Capítulo 62 - Por Luiz Domingues


E falando de seus membros agora, devo esclarecer que recentemente, graças ao Facebook, restabeleci contato com o excelente guitarrista, Aru Junior. 

Escrevo este trecho final na madrugada de 9 de maio de 2012 (referindo-me à data onde encerrei o texto na extinta Rede Social, Orkut), e no último dia 2 de maio de 2012, passei uma prazerosa tarde na sua residência, convidado para um café. 

Nessa visita, relembramos diversos fatos do TNA, e trocamos informações sobre o paradeiro de diversos membros e agregados da banda.

Algumas coisas revelaram-se surpreendentes, e outras tristes para mim, que registrarei agora nesse trecho final sobre o capítulo Terra no Asfalto.

Cido Trindade :

Depois que ele saiu em definitivo do TNA em 1982, nunca mais tocamos juntos. 

Nessa época, ele já estava morando com uma moça chamada Maria Helena, e só fui vê-lo novamente no final de 1983, quando eu estava com A Chave do Sol começando a se popularizar, e simultaneamente voltando ao Língua de Trapo, que havia dado um salto vertiginoso. 

Lembro-me dele e sua esposa assistindo um show do Língua de Trapo no Teatro Lira Paulistana, onde demonstrou felicidade por ver eu e Laert, que ele conhecia desde o tempo do Boca do Céu, numa situação de ascensão na carreira.

Depois disso, soube apenas que se mudara para Barcelona, e tivera um filho. 

Cido Trindade envolveu-se com música erudita, e soube que estava atuando como membro de uma orquestra.

Recentemente, um primo meu que era amigo dele nos anos setenta (e que aliás nos apresentou em 1977, iniciando a nossa amizade), disse-me que ele tem um disco de música experimental, lançado na Europa, por um selo norueguês. 

Não sei se é disco solo, se é de uma orquestra, ou uma banda. 

O Cido Trindade é bastante citado na minha autobiografia em três capítulos : Boca do Céu; Trabalhos Avulsos, e Terra no Asfalto.

Foi um bom amigo nos primórdios do Boca do Céu, e deu-me o primeiro empurrão na carreira, tirando-me da banda de garagem inicial que era aquela banda, para algo num patamar acima, ao me chamar para integrar a banda de apoio do cantor Tato Fischer. 

Dessa banda, surgiu o TNA, e além disso, chamou-me também para outros trabalhos paralelos, e mesmo não tendo mais contato comigo, sou-lhe grato por essa ajuda e amizade naquela época em que convivemos, entre 1977 e 1982. 

Lamento muito não ter nenhuma foto sequer dele, nem mesmo atual, para ilustrar os capítulos onde ele foi citado.
 



Sérgio Henriques :

Sérgio nos teclados, atrás de César Camargo Mariano, e Elis Regina, que agradecem os aplausos do público.

Eu o conheci quando o Cido Trindade me levou para a banda de apoio de Tato Fischer, em meados de outubro de 1979. 

Músico de sólida formação teórica, é um excelente tecladista, à moda antiga, daqueles bem setentistas, e "piloto" de vários tipos de teclados. 

Tremenda figura do bem, era calmo, e muito zen naquela época em que convivemos.

Depois de 1982 com o TNA, nos encontramos nos bastidores de uma edição do programa "A Fábrica do Som", em 1983, onde eu atuei com A Chave do Sol, e ele no Premeditando o Breque. 

E muitas vezes o vi ao vivo na TV, acompanhando Jorge Benjor, e Pepeu Gomes. 

Assim como nos encontramos fortuitamente na rua, nos anos 1990 e 2000, várias vezes.

Com o TNA, ele teve várias participações picotadas, mas o motivo de suas ausências era perfeitamente compreensível.  

Depois que foi tocar com César Camargo Mariano, na banda de apoio de Elis Regina, o mundo dos astros da MPB mainstream abriu-se para ele, e daí, foram várias participações como tecladista side-man, de artistas consagrados.

Tocou em duas turnês da Elis Regina ("Saudade do Brasil" e "Trem Azul"); com Rita Lee, tocou na turnê do LP "Lança Perfume". 

Depois emendou trabalho autoral com o Premeditando o Breque, banda contemporânea do Língua de Trapo, e inserida no movimento "Vanguarda Paulista", do início dos anos oitenta. 

E a seguir, ficou um bom tempo com Jorge Benjor, e também com Pepeu Gomes. 

Atualmente (2013, momento em que encerrei este trecho), vejo-o sempre andando pelas ruas próximas à minha, levando seus cachorros para passear. 

Soube que se casou com outra mulher após separar-se da Celina Silva e tem uma filha desse casamento.


Continua...

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