quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Autobiografia na Música - Terra no Asfalto - Capítulo 68 - Por Luiz Domingues

Último capítulo desta parte importante de minha trajetória musical.

Como de praxe, deixo claro que posso reabrir o capítulo a qualquer momento, desde que fatos novos apareçam, com a possibilidade de materiais perdidos que possam surgir; correções; adendos; contatos com ex-membros que tragam algum elemento diferente à narrativa etc.

Como já deixei claro ao longo de toda a narrativa, o Terra no Asfalto foi mais que um "ganha-pão", num momento em que eram cruciais dois aspectos para mim : 

1) Ganhar dinheiro e; 
2) Autoafirmação como músico profissional.
Indo além, foi um verdadeiro curso intensivo que fiz, dando-me experiência musical; destreza ao instrumento; segurança; postura de palco, e convívio com músicos de alto nível. 

Infelizmente, além da narrativa desta autobio, praticamente não existe material da banda. 

Por se tratar de uma banda cover, nunca cogitamos fotografar apresentações, tampouco fazer uma sessão de fotos promocionais. 

Não existe um release oficial, histórico ou qualquer material, a não ser minhas anotações de apoio com datas, locais e quantidade de público presente nas apresentações, fora pouquíssimos itens de portfólio, que tenho usado e abusado como ilustração, nos capítulos. 

Melhor que nada, diria o otimista, mas muito pouco para o pessimista de plantão...
Mesmo assim, e considerando ter sido um celeiro de grandes músicos, eu mesmo criei uma comunidade na extinta rede social Orkut, visando preservar um pouco da história da banda, embora reconheça que o pouco que ali continha, era o conteúdo que eu mesmo reuni e disponibilizei nesta autobiografia.

Mesmo assim, o objetivo era agregar material, histórias e observações sobre o trabalho dessa banda, que embora não fizesse música autoral, foi uma banda de grandes músicos que ali passaram.

O Orkut fechou suas portas, infelizmente, mas eu abri comunidades em outras redes sociais com o mesmo teor. Portanto, esse recurso se encontra nas Redes Sociais, "Google+"; "Grupia", e "Socialdub", num primeiro instante, mas tenho planos de seguir tal estratégia em outras redes, igualmente.

Estejam convidados a participar, e já deixo o recado : quem porventura tiver algum tipo de material (fotos, filmagens, recortes de jornais & revistas, cartazetes e filipetas), por favor divulguem-nos na comunidade, seja de que Rede Social for.


Agradeço a todos os companheiros que passaram pela banda, por todos os shows que fizemos. 

Mas sobretudo pela enorme ajuda que me deram, ao fazer a transição de que tanto necessitava, em suplantar a barreira inicial dos primeiros e difíceis anos de minha carreira, para uma condição de músico profissional, em condições de lutar por uma carreira autoral no mundo musical.

Obrigado ao Cido Trindade, por acreditar em mim, e num momento onde percebeu que eu melhorara como instrumentista, vislumbrou levar-me para um trabalho de side-man, acompanhando o cantor Tato Fischer, e sem o qual, não acarretaria na oportunidade de ter conhecido o tecladista Sérgio Henriques.

Agradeço Sérgio Henriques por retirado da manga, a oportunidade desse trio que acompanhava Tato Fischer, fundir-se a um outro trio de músicos, e ter nascido o primeiro sexteto raiz do Terra no Asfalto.

Sem Sérgio Henriques, eu não teria conhecido Paulo Eugênio, que era o homem aglutinador do TNA.

Através de Paulo Eugênio, conheci Wilson Canalonga Jr.; Geraldo "Gereba"; Fernando "Mu", e Aru Junior, quatro guitarristas da pesada. 

Obrigado Paulo Eugênio, onde estiver, por ter-me proporcionado a chance de tocar com essas feras, por 83 vezes, onde sem dúvida, teve o peso de um curso intensivo para mim.

Obrigado ao Wilson pelo convívio, amizade, papos sobre os Beatles que adoramos, e pela possibilidade de ouvir suas vocalizações nos bonitos backing vocals que fazia.

Obrigado, Gereba, pela guitarra "arretada"...

Seus solos inacreditáveis ainda ressoam na minha memória, cheios daquela brasilidade que só você, e o Pepeu tem... que esteja tocando-os aí, do "outro lado"!!

Muito grato, Mu !

Você foi o primeiro grande guitarrista Rocker com o qual pude ter a honra de tocar. 

Tocar contigo, era como estar no palco do festival de Woodstock, tocando com um Deus do Rock, de verdade. 

Jamais esquecerei sua interpretação de "Star-Spangled Banner", fazendo toda a ruideira de alavancas do Hendrix, numa Gibson Les Paul Jr, puxando o headstock na mão ! 

Fazer aquilo sem alavanca, era inacreditável, e deixaria o Hendrix de queixo caído !!

Obrigado, Aru ! 

Você foi um professor e um maestro para mim. 

Sua dica de mise-en-scené mudou mesmo a minha vida, e se sou respeitado na minha carreira, devo muito à essa orientação valiosa. 

E que bom que esteja do "lado de cá", espero que por muitos anos, ainda.

Obrigado, Luis Bola ! 

Você foi muito legal comigo, e os sons do Frank Zappa que ouvimos na sua casa, foram sempre muito inspiradores.

Edson "Kiko", já expressei na narrativa, minhas desculpas reiteradas vezes. Espero que esteja bem neste momento !

Um agradecimento especial ao Edmundo, pelo apoio recebido logo no início das atividades da banda, e amizade expressa por muitos anos, ainda que nos vejamos sazonalmente.

Aos agregados, amigos e músicos com passagens rápidas, um muito obrigado, igualmente.

O Terra no Asfalto teve méritos, apesar de ter sido somente uma banda cover.

E nos agradecimentos expressos acima, fica uma constatação : teve o efeito de uma verdadeira teia...uma peça ligou-se à outra, e sem as quais, eu não teria tido tantas oportunidades.

O fim do Terra no Asfalto é o começo da história da Chave do Sol para mim. Basta continuar lendo dali em diante...

Muito obrigado por acompanhar, amigo leitor !




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