segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 36 - Por Luiz Domingues


2) Entre o pessoal do Tutti-Frutti, o convívio era muito legal com o Luiz Sérgio Carlini. 

Logo o líder da banda, era o mais receptivo, juntamente com o segundo guitarrista, Ronaldo Paschoa. 

O baixista era Renato Figueiredo, e o baterista era o Marinho, ex-Casa das Máquinas, e já no vocal, outro ex-"Casa", Simbas, que eram mais reservados.

A banda era muito boa ao vivo, com o Simbas cantando muito, e fazendo as vezes de frontman com a desenvoltura dos velhos tempos. 


Infelizmente, mesclavam muitos covers, talvez numa proporção 70/30 %. 

Mas devo reconhecer que algumas interpretações eram brilhantes. 

O solo em duo que Carlini e Paschoa faziam em "Hotel California" dos Eagles, era memorável.
 

Lembro-me de ter conversado com o Carlini pela primeira vez numa dessas tardes, no boteco ao lado do Victoria. 

Fiquei muito contente em poder conversar com ele, e verificar que era extremamente humilde e acessível, sem nenhum estrelismo. 

Recordo-me também de num outro dia, onde ele mostrou ao Rubens o seu novo amplificador , coqueluche do momento, e tipicamente oitentista, aquele cubo Roland, cor de laranja. 

Parecia uma caixa de sapatos. Alguns dias depois, o Rubens comprou um combo da Music Man, e o Carlini curtiu muito o som, que ultrapassava o Roland e muito.

Numa outra ocasião, um outro membro do TT chegou numa tarde ao Victoria Pub, e sem ninguém para ajudá-lo a descarregar uma bateria de seu carro. Eu e o Zé Luis fomos ajudá-lo, mas diferente do Carlini e do Paschoa, esse componente mantinha aquele distanciamento, do gênero : "eu famoso, vocês desconhecidos". O Zé se aborreceu bastante, mas eu relevei, e não me senti incomodado.

Num outro dia o Zé deu o troco, gerando uma situação desagradável que prefiro não contar...



Continua...

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