domingo, 29 de dezembro de 2013

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 32 - Por Luiz Domingues


Nessa época em que conheci o Fickle Pickle, eles haviam abandonado a questão autoral quase completamente. 

Tocavam 99 % de covers, e a base era Stones; Beatles, e The Who. 

Anos depois, a banda voltou paralela ao Golpe, e chegou a lançar disco autoral, com o André Christovam voltando à guitarra. 

O Catalau era o vocalista, mas eu já o conhecia desde 1980, pois ele era amigo do pessoal do Terra no Asfalto, banda cover em que toquei naquela época.

Sim, essa formação do Fickle Pickle, era sem dúvida o "pré-Golpe". 


Representavam 3/4 do Golpe, que só nasceria, contudo, no final de 1985. 

Nessa época eles nem conheciam o Hélcio. Eu conheci o Hélcio antes deles, em 1984, só para vocês terem uma ideia. 

Tocar no palco principal do Victoria, era sensacional, pois a estrutura era muito boa, e o ambiente lembrava o de um cabaret europeu dos anos 1920. 

E havia a questão do status, pois ali era que se chamava a atenção, visto que no palco secundário, o ambiente era mais lounge, para tocar baixinho, e passar despercebido.

Verdade...quase todos os álbuns do Golpe tem agradecimento à minha pessoa.

De fato, eu já ajudei o Golpe em muitas ocasiões, mas eles (mesmo antes de existir como banda, propriamente dita), é que começaram a me ajudar nessa época do Victória. 

O fato é que eu estava sem amplificador nessa época, e usei o amplificador do Nelson nessas apresentações no Victoria.

O Nelson mal havia me conhecido, e disponibilizou seu equipamento, numa gentileza que selou nossa amizade, de forma instantânea.

Fora o prazer de tocar num amplificador que era o meu sonho de consumo, e a última foto deste capítulo, explica o porque disso...


Nunca me esqueci dessa ajuda, e dali em diante, o ajudei sempre que pude, numa retribuição eterna.


Continua...

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