terça-feira, 24 de setembro de 2013

Autobiografia na Música - Língua de Trapo - Capítulo 51 - Por Luiz Domingues

Encerrando o show, tocávamos uma composição do Laert, chamada "Jogo Sujo". 

Tinha una estrutura rítmica e harmônica bem quebrada, na onda do trabalho do Arrigo Barnabé, e uma letra cheia de jogo de palavras, evocando imagens aparentemente díspares. 

Mas na verdade, tinha seu teor político, como quase todo o trabalho da banda. Há de se ressaltar também, que o Laert, e o ator Paulo Elias, faziam uma performance corporal  para realçar a estranheza da música. 

Com roupas de "colant" ao estilo Polichinelo, faziam uma estranhíssima coreografia que arrancava risadas frenéticas da plateia.

E deixo claro que todas as músicas que comentei e postei as suas respectivas letras, foram tocadas no set list do primeiro show dessa nova turnê, mas essa ordem, logo sofreu mudanças. 

Algumas músicas antigas do primeiro LP da banda, foram realojadas no set list, pois como já comentei, causa um desconforto tocar só músicas novas, e isso vale até para artistas mega conhecidos. 

Se os Stones tocam uma música do último CD, o público fica meio paradão, mesmo que ela seja excelente. 

Contudo, se tocar "Satisfaction", no primeiro compasso, o estádio desaba. É uma reação normal do ser humano, estranhar ter contato com algo novo. Depois da letra de "Jogo Sujo", sigo em frente, falando do segundo show  da turnê, em diante !  



"Jogo Sujo" (Laert Sarrumor) 

Fi-lo assim porque  
Vilipendiou-me a sua impáfia 
Quis outrossim ater 
O meu argumento a uma falácia 
Vociferante criatura 
Enredaste-me na peripécia 
E em tamanha desventura 
Joguei o teu jogo por inércia, inércia, inércia...
Fi-lo assim porque 
Vilipendiou-me a sua empáfia 
Quis outrossim ater 
O meu argumento a uma falácia 
Usaste de muita malícia 
Usaste de muita lascívia 
Foste um caso de polícia 
Deste um golpe na Bolívia / Bolívia, Bolívia...
Continua...

Nenhum comentário:

Postar um comentário