domingo, 4 de agosto de 2013

Autobiografia na Música - Terra no Asfalto - Capítulo 34 - Por Luiz Domingues


E nessa estreia, um bom público, com cerca de 100 pessoas nos assistiu. 

No dia seguinte, repetimos a dose no mesmo Barbarô, com mais gente : 120 pessoas (12 e 13 de dezembro de 1980).

E fora uma semana dura para nós, pois ainda estávamos impactados pela chocante notícia do assassinato brutal de John Lennon, dias antes, e sem dúvida, um duro golpe para todos nós.
Como já mencionei anteriormente, com a entrada do Aru Junior, passamos a tocar também temas progressivos. 

No set list inicial dessa fase, tocávamos "Long Distance Runaround", "Roundabout" e "I've Seen All the Good People"do Yes, por exemplo. 
Apesar da ausência de teclados nesse momento inicial (o Sérgio Henriques voltaria e sairia algumas vezes nessa fase também, conforme relatarei logo mais), as músicas soavam muito bem, com instrumental tirado com minúcias, e vocais muito bem afinados.

Tocávamos também nessa sessão progressiva, "Playing the Game" e "Betcha Though you Couldn't Do It" do Gentle Giant, e "I Know What I Like" do Genesis. Havia planos para tocar "Horizons" do Genesis, mas acabou nunca entrando no set list.

Os temas progressivos eram reparados apenas pelos mais antenados, pois o público básico do Terra no Asfalto, não era de Rockers inveterados e conhecedores da matéria. Mas houve uma vez, que foi engraçada a reação despertada por essa sessão progressiva.
Antecipando-me, conto que aconteceu em 1981, numa apresentação onde contávamos com a presença do tecladista Sérgio Henriques de volta à banda. 

Ele tinha um amigo, seu colega de faculdade de música na USP, que também era fã de Rock Progressivo, e que numa dada apresentação, num desses bares em que tocávamos, encontrou-o na rua por acaso, pois ele iria tocar num outro bar, próximo.

Ao lhe dizer que tocaríamos Gentle Giant, esse amigo, que também era tecladista, disse que queria ver isso a todo custo, pois achou inacreditável alguém tocar Gentle Giant, no ambiente da noite.

E num intervalo de sua apresentação no bar vizinho, me lembro de vê-lo debruçado numa janela nos vendo tocar GG. Era um cara chamado Nico Rezende, que anos depois ficou famoso como compositor e cantor solo, com músicas nas FM's.

Continua...

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