terça-feira, 27 de agosto de 2013

Autobiografia na Música - Terra no Asfalto - Capítulo 37 - Por Luiz Domingues

 
Tocamos no dia 16 de janeiro de 1981, e repetimos a dose, no dia 17 de janeiro de 1981. 

Em ambas as apresentações, levamos 50 pessoas à casa, respectivamente. 

Nosso som se encaixou bem ao tipo de público que ali comparecia, e o palco era bem mais espaçoso do que o do Barbarô, onde tocaramos com essa nova formação, durante o mês de dezembro de 1980.

Voltamos ao "790", nos dias 17 (50 pessoas presentes); 23 (70 pessoas); 24 (50 pessoas; 30 (60 pessoas) e 6 de fevereiro (40 pessoas). 
O clima na banda era de animação, e o baterista Edson "Kiko", apesar de não ser um "Rocker de carteirinha" como os demais, se esforçava para ouvir as músicas e executá-las com a melhor desenvoltura possível. Ele era solícito e esforçado, embora não tivesse uma grande técnica.

Estávamos com uma sonoridade melhor ao vivo, também, graças ao equipamento recém adquirido. Mas ganhamos uma dor de cabeça extra. 

Com mini P.A., mesa de mixagem e seis caixas Palmer estilo Marshall, era impossível levarmos todo esse equipamento em carros particulares. 


E em tese, nem poderíamos fazer isso, pois naquela época, só o Paulo Eugênio tinha carro, uma Brasília preta...

Eu nem sabia dirigir, e nem sonhava em ter um carro. Wilson, idem. 

O Aru Jr. também estava sem carro no momento, e às vezes aparecia com o carro de seu cunhado emprestado, e o baterista Edson "Kiko", tinha uma moto.

Sendo assim, passamos a ter uma despesa extra, ao sermos obrigados a alugar uma Kombi, toda vez que fôssemos tocar.
Era uma temeridade, pois na maioria esmagadora das vezes, arriscávamos tocar pela bilheteria do dia e dessa forma, corríamos o risco de numa noite de movimento fraco, termos que pagar para tocar, literalmente. Mas esse era o ônus do progresso, afinal de contas...

Lembro-me de um fato curioso ocorrido nesse mês de janeiro, entre essas apresentações todas que citei...
 
Conhecemos um sujeito que era irmão de um amigo do Paulo Eugênio, que muitas vezes alugou equipamento para tocarmos. 

O tal sujeito se dizia técnico de equipamentos, e que realizava manutenção...

Continua...

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