sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Autobiografia na Música - Sala de Aulas - Capítulo 1 - Por Luiz Domingues




Uma etapa muito diferente na minha trajetória, iniciou-se no segundo semestre de 1987.

Sendo assim, minha atividade como professor, aconteceu paralelamente ao fim das minhas atividades com "A Chave do Sol"; atravessou o limbo em que fiquei entre 1989 e 1991; passou pelo "Pitbulls on Crack" (onde teve seu apogeu com a formação de meu exército de "Neo-Hippies" ); viu a formação do "Sidharta", e se encerrou, logo que eu ingressei na "Patrulha do Espaço". 

Resumindo, dei aulas de julho de 1987, a abril de 1999. 
Com 12 anos de aulas, acumulei muitas histórias, e procurarei lembrar delas, neste capítulo.
 
Comecei por necessidade, pois "A Chave do Sol" estava num período muito difícil na metade de 1987, e nessa perspectiva sombria, precisei criar uma fonte de renda alternativa. 



No início, comecei a ministrar aulas no velho escritório onde funcionou por anos o fã-clube da Chave do Sol, na Rua dos Pinheiros, no bairro de mesmo nome, na zona oeste de São Paulo.

Mas isso durou pouco, pois o espaço estava compartilhado gentilmente peço seu dono, Zé Luiz Dinola, onde também ministrava suas aulas de bateria, mas não comportava outra agenda, no caso, a minha.

Fiquei ali por um mês apenas, e minha primeira aula foi para um rapaz chamado Zé Roberto, que demonstrava ter um nível avançado, e eu não tinha muito o que lhe ensinar, portanto.

Esse rapaz ficou nas minhas aulas por dois meses aproximadamente, apenas.

Tive que buscar outro espaço, e daí, o mais lógico foi ter aceito o convite do vocalista da Chave do Sol, Beto Cruz, que também estava iniciando atividade como professor, ministrando aulas de guitarra e vocalização, para ministrar minhas aulas de baixo em sua residência, visto que os ensaios da banda também haviam sido transferidos para tal local, e meu amplificador ficava ali alojado.


Ele morava no bairro Jardim Bonfiglioli, na zona oeste de São Paulo. 

Para quem não conhece São Paulo, eu situo o bairro como vizinho do bairro do Butantã, perto do Instituto do mesmo nome, e do campus principal da USP, a Universidade de São Paulo.

Era conveniente assim, pois todo o equipamento da banda estava lá, visto que estávamos ensaiando ali desde o início de 1987. 

Como eu não tinha nenhuma formação teórica mais avantajada, além do mínimo necessário, passei a desenvolver um método próprio, baseado em minha formação de Rock 60/70. 

Meu método, forjado de forma natural, era 90 % baseado no desenvolvimento do feeling do aluno, e com duas características que são minhas, naturalmente: a paciência, e o incentivo a cada progresso, por mínimo que fosse. 

Talvez por isso, mesmo sendo um professor despreparado teoricamente, eu acabei tendo essa longevidade como educador informal, pois sempre respeitei o limite de cada um, sem cobranças ou constrangimentos, como muitos professores costumam exercer em sua didática, mais baseada em desafios.
 Continua...

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