sábado, 31 de agosto de 2013

Autobiografia na Música - Pitbulls on Crack - Capítulo 1 - Por Luiz Domingues



Começo aqui, uma nova etapa da narrativa. Vou contar a minha história do Pitbulls on Crack, banda na qual passei quase os anos noventa, inteiros. Bem, no caso do Pitbulls on Crack, foi minha volta a uma banda, depois de um hiato de quase três anos, após ter saído da A Chave / The Key, em 1989. Depois disso, fiquei até o início de 1991, fazendo trabalhos avulsos, entrando em projetos que não evoluíram, e até show tributo realizei. Paralelamente, dedicava-me às aulas de baixo, que ministrava desde 1987. E foi nesse show tributo que fiz em 1990 ("Electric Funeral", um tributo ao "Black Sabbath", episódio relatado no capítulo dos "Trabalhos Avulsos"), que conheci o vocalista / guitarrista / compositor, Chris Skepis.
No início de 1992, ele convidou-me a integrar uma nova banda que estava formando, e eu aceitei a empreitada, pois a proposta era totalmente diferente de tudo o que eu realizara anteriormente, e achei que fazendo algo na contramão de minhas idiossincrasias, poderia colher frutos mais saborosos do que eu havia colhido com A Chave do Sol, na década de 1980. Se encaixava-me musicalmente ? Acredito que dois fatores incentivaram-me, a aceitar entrar nessa banda: 

1) A proposta acre do som, direcionando para o lado oposto de tudo o que eu acreditava, ou seja, a aposta no som que potencialmente agradaria o tipo de crítico musical, que pensa o contrário de minhas convicções, e; 

2) O fato dos rapazes serem absolutamente divertidos. O Pitbulls foi a banda onde mais ri, pois ninguém falava sério ali. Era um show de sarcasmos, piadas, imitações, ironias...
Nos cinco anos em que lá toquei, lembro-me de um ou dois climas tensos, no máximo. Foi uma banda desopiladora de fígado...
 
Continua...

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