segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 9 - Por Luiz Domingues



Realmente nos esmerávamos e daí, dificilmente errarmos ao vivo, pois tínhamos um padrão de excelência muito grande.
 
Sim, foi uma emoção diferente estar às vésperas da estreia com "A Chave do Sol", pois sentia que finalmente estava reativando o sonho primordial, e acalentado no tempo do "Boca do Céu". 

Isso porque no princípio, havia o sonho, a força de vontade, mas era uma utopia que foi ganhando contornos de realidade, através de suor intenso e fé absoluta, pois na prática, como esperar me tornar músico/artista/rocker, se não sabia diferenciar um "Dó" de um "Ré" ? 
O Boca do Céu saiu das cavernas e chegou num ponto de ser audível, ter até algumas canções em condições de pleitear algo maior (méritos do Laert, claro) , mas suas forças foram recrudescendo. 


Quando essa semente primordial enveredou por um outro caminho (onde posteriormente viria a se tornar o "Língua de Trapo"), o ideal rocker ficou de lado. 

Depois, fui me embrenhando em trabalhos paralelos, onde o ponto mais Rock que cheguei, foi no "Terra no Asfalto", mas era uma banda cover, sem nenhuma intenção de buscar um caminho autoral, embora contasse com músicos de enorme categoria (nos capítulos sobre essa banda, essa história é contada com detalhes). 
Portanto, "A Chave do Sol" representava para mim, a chance de reativar o sonho primordial, interrompido há pelo menos 3 anos.

Com relação à um certo nervosismo antes do show começar, isso não, pois com exceção dos primeiros shows do Boca do Céu, eu havia dominado o palco há anos. 

Naquela altura, eu tinha acumulado seis anos de música, e há pelo menos tres, me sentia seguro, não só quanto ao palco, mas como instrumentista, pois me dediquei, e havia atingido um nível técnico muito bom, me dando a segurança total para tocar .

Continua...

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