sexta-feira, 12 de julho de 2013

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 3 - Por Luiz Domingues



 A casa de Edmundo nas Perdizes, em foto dos anos oitenta 

Nesse primeiro ensaio com o Edmundo, vimos que ele tinha uma certa técnica, mas estava visivelmente enferrujado. 

Relevamos, achando que ele poderia naturalmente se colocar em forma, com o tempo.

E aí marcamos um novo ensaio para alguns dias depois, e ele não se mostrou menos enferrujado, embora tivesse força de vontade, e demonstrasse entusiasmo com a oportunidade.

No terceiro ensaio, ele não apareceu, mas veio seu pai nos dizer que nós não deveríamos mais contar com ele, pois seu filho enfrentava problemas com dependência química, e que dessa forma, poderia prejudicar nossos planos.

Ficamos chateados, claro, pois ele era (é, pois está bem e não faz nem um ano {escrevi esse trecho em 2011), o encontrei a caminho de uma agência do correio, bem perto de minha casa), um cara muito legal, rocker de formação setentista sólida, com grandes referências etc, mas fazer o quê, não é ?

Então, diante dessa perda, pensei na segunda opção, e que viria a ser a coisa certa para a banda. 


Pensei num baterista chamado José Luis Dinola. 
Eu o conhecera em 1980, num desses relatos paralelos que não cabem nos capítulos das minhas bandas, mas num capítulo de trabalhos avulsos e paralelos. 

Enfim, vou resumir aqui: fui ao estúdio da banda "Contrabando", onde o Pituco Freitas, vocalista do então "Laert Sarrumor e seus Cúmplices", gravaria uma demo-tape para inscrever uma música sua no Festival FICO, do Colégio Objetivo.
O Contrabando tinha um equipamento impressionante para a época, e inclusive máquina de gravação de fita de meia polegada, um raro luxo naquela época. 

A conexão do Pituco Freitas com essa banda, era pela via de seu irmão, Pitico Freitas, mais novo, guitarrista, e completamente diferente do Pituco, por ser Rocker, curtidor de "Rainbow" e "Led Zeppelin", entre outras coisas. 

E o Pitico Freitas era amigo de infância do baterista José Luis Dinola. Foi ali, portanto, que eu conheci o Zé.
 
Gravamos essa demo, a música não se classificou, mas o Pitico me convidou a formar um trio com ele, e o Zé (que não passou de três ensaios), e foi essa a minha lembrança, que motivou-me a chamá-lo com a desistência do Edmundo.

Conto essa história paralela num capítulo específico, no tópico dos "Trabalhos Avulsos"

A verdade é que eu pouco o conhecia, mas isso dissipou-se logo a seguir... 
 
Continua...

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