domingo, 16 de junho de 2013

Dom : Presente ou Conquista ?! - Por Telma Jábali Barretto

Visto, normalmente, como uma habilidade
natural,
o dom, se olhado de perspectiva mais ampla,
merece reflexão...
e uma boa reflexão!

Como não começar o questionamento saindo da
ideia que,
sendo um presente, um prêmio ou
oportunidade ?!...
seria o merecedor escolhido de que maneira ?

Aleatória, pura e simplesmente?

Um acaso da roleta-russa da vida?

A roda-da-fortuna que no seu sobe/desce, em
seu momento de inércia,
perdendo a força do movimento,
de maneira maaansa e suave definiria quem vai
receber tal ganho,
 ganho esse que, muitas vezes, é um peso,
responsabilidade
ou via única que define também um caminhar,
um modus vivendi sem direito ao livre arbítrio
tão almejado e nem sempre valorizado.

Saindo também da premissa que somos
"fraternos", irmãos,
oriundos de uma só e mesma fonte, natureza,
seria justo ?!...

Privilegiar alguém, momentânea ou eternamente,
com uma especial habilidade que nos roubaria a
condição ‘fraterna’?
Ou seria uma espécie de filho pródigo que chega
com antecipação?
Muitas outras análises poderiam surgir dessa
premissa do prêmio.

Provavelmente, nadando contra a correnteza,
preferimos a perspectiva do que chamamos
"dom"
seja o resultado de um longo e conquistado
aprimoramento.

Aquilo que só a repetição, exercício bem
direcionado propiciam.

Denominamos, hoje, conquistar excelência,
doutorado,
aquele que se esmera em determinado e
escolhido assunto,
 e, nesse caso, nem sempre ou quase nunca,
em questões nas quais o laboratório é o próprio
doutorando,
considerando que chamamos dom, esse, sim,
quase sempre  a alguma
habilidade absolutamente pessoal, seja ela com o
corpo, mente ou
outras quaisquer subjetividades que tal
"agraciado" demonstra ter.
E, como não admitir, estando no campo da
subjetividade,
quão mais difícil mensurar, comparar,
qualificar...
Todos temos um dom (somos únicos, não ?!...).
Alguns, já em exercício, outros florescendo e,
ainda,
 muitos outros por vir a ser, e, no intuito de
trazer para luz
tal habilidade, olhamos demais em volta e para
fora...
Acreditamos que é olhando para dentro, nós
mesmos
 poderemos fazê-lo desabrochar...

Num processo de, querendo ser parte, como
iguais e fraternos,
com-partilhamos.

Querendo ser único, como especiais e
diferenciados,
aqui sim !...contribuindo !!!



Telma Jábali Barretto é colunista fixa do
Blog Luiz Domingues 2.
Engenheira Civil, é também uma experiente
astróloga, consultora para harmonização de
ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga.

Aqui nesta matéria, deixa clara a diferença
entre uma crença paradigmática em torno de
um oferecimento extraordinário e aleatório, e uma
conquista, por mérito.

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