segunda-feira, 10 de junho de 2013

Autobiografia na Música - Trabalhos Avulsos (Jam-Session com Jamaica Band) - Capítulo 44 - Por Luiz Domingues

O Terra no Asfalto havia fechado as portas em maio de 1982, todavia, ainda houve uma última tentativa de reformulação.

Em princípio, eu (Luiz Domingues); Paulo Eugênio, e Gereba, tentamos de uma maneira bem insípida de continuar, com a missão de arrumarmos um novo baterista e mais um guitarrista.



Através da Dona Sabine, uma senhora judia-francesa, que era proprietária do Café Teatro Deixa Falar, fomos apresentados ao noivo de sua filha, um guitarrista chamado Rubens Gióia.

O Paulo Eugênio pulou fora logo a seguir, e após duas ou três reuniões de repertório com o Gereba, ele também desistiu.


Foi então que eu e o Rubens decidimos deixar para lá o projeto de uma banda cover e fundamos A Chave do Sol, com o objetivo de fazer música autoral e batalhar por uma carreira.

Mas nesse ínterim, enquanto A Chave do Sol fazia seus primeiros movimentos (ainda nem tínhamos chamado o baterista Edmundo para ser nosso possível baterista e ele não o foi, de fato), a Dona Sabine me fez uma oferta :

Convidou-me a tocar com dois argentinos numa noitada de sábado, e oferecendo a bilheteria integral da noite, para dividir com los hermanos.


Eu questionei quem eram, o que tocaríamos e se haveriam ensaios, mas ela disse que não sabia de nada. À medida que a data se aproximava, caí na real que não haveriam ensaios, e seria uma Jam-session, e não adiantava preocupar-me.

"Duro" e precisando de um dinheiro urgente, não pude recusar a oferta, e assim, no dia 9 de julho de 1982, toquei com a "Jamaica Band", duo formado pelos argentinos, Rudy e Nacho Smilari.

Os hermanos eram falantes, e chegaram simpáticos e logo me dizendo que faríamos vários temas, Rock, Blues, Funk, Reggae etc etc.


E só fui descobrir que o Nacho tinha fama, e uma carreira bem significativa no Rock argentino setentista, bem depois...

 OK, montamos o equipamento, e começamos a tocar.

Ambos tocavam bem e de improviso em improviso, fomos levando, sem grandes sustos ou constrangimentos, mesmo porque haviam poucas pessoas assistindo, e na maioria, casais de namorados interessados em outro tipo de emoções, que não a nossa música de improviso...

Então, o baterista Rudy perguntou-me se eu tocava um pouco de bateria...



Continua...

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