terça-feira, 25 de junho de 2013

Autobiografia na Música - A Chave do Sol - Capítulo 1 - Por Luiz Domingues

                                                                               
O começo foi assim:

Entre 1979 e 1982, paralelo aos primeiros momentos do Língua de Trapo, eu fiz vários trabalhos avulsos (histórias já contadas nos respectivos capítulos de tais trabalhos).


E nesse contexto, entre trabalhinhos efêmeros acompanhando artistas de MPB, e até do mundo brega, eu tive uma banda cover regular, que foi fundada em dezembro de 1979, e que durou até julho de 1982, chamada "Terra no Asfalto" (devidamente representada em seus capítulos próprios, também).

Essa banda teve várias formações, e no seu último estertor, em julho de 1982, acabou dando vazão à criação de "A Chave do Sol".

Isso porque a banda ficou resumida a três integrantes apenas, eu (Luiz Domingues); o vocalista Paulo Eugênio, e o guitarrista Gereba.

Uma pessoa amiga, a proprietária do Café Teatro Deixa Falar (uma senhora francesa chamada Sabine), onde o "Terra no Asfalto" tocou muitas vezes, quis ajudar na tentativa de reformulação da banda, e indicou um jovem guitarrista de Rock, que estava namorando a sua filha.

Esse jovem guitarrista se chamava Rubens Gióia.

Feito o contato, ele se interessou e fizemos uma reunião para definir o repertório.

Por outro lado, desanimado, o Gereba acabou desistindo da tentativa de manter vivo o "Terra no Asfalto", e eu cheguei à conclusão de que não valia mesmo a pena insistir, e além do mais, "cover" para mim era apenas uma maneira de ganhar dinheiro, mas me incomodava profundamente.

Eu e o Rubens decidimos então montar uma banda de Rock, de trabalho autoral, e começamos a tocar só os dois na casa dele, criando riffs, e compondo um material inicial.

Para a bateria, pensei em dois nomes, Edmundo e José Luis Dinola.
Pensei primeiro no Edmundo, por incrível que pareça, pois simplesmente o conhecia melhor.

Eu o conhecera em dezembro de 1979, pois ele era amigo do vocalista do "Terra no Asfalto", Paulo Eugênio, e nessa ocasião, cedeu sua casa para os primeiros ensaios dessa banda.
 

Ele era baterista, mas não tocava regularmente. 

Eu acabei convidando-o, apenas me baseando na amizade, e não levando em conta o critério técnico.

Continua...

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