sábado, 4 de maio de 2013

Autobiografia na Música - Trabalhos Avulsos (Quarteto Toulon) - Capítulo 35 - Por Luiz Domingues

E assim, prosseguimos nos apresentando.

No dia seguinte, dia 15 de agosto de 1981, tocamos para mais gente. Cerca de 120 pessoas jantaram ouvindo nossa MPB cheia de pegada rocker.
A Vilma era mediana cantando, mas tinha suas qualidades, também. 

A coragem que tinha ao mergulhar de cabeça, sem medo, era legal.

Não se intimidava, e cantava e tocava flauta dando o seu melhor, com firmeza, sem intimidar-se pelas reações gélidas de uma plateia indiferente.
Nem mesmo o chato do gerente e sua obsessão pelo volume, a inibia em seus arroubos de soltar a voz em interpretações mais ousadas, buscando notas mais agudas.

O som era cheio de improvisos. 


Em dados momentos, músicas como "Odara" e "Fé cega, Faca Amolada", ficavam enormes, com o Pitico executando solos rockeiros, e de tendência setentista, ou seja, enormes...

Além de nos divertirmos um pouco, era uma forma também de esticar o repertório que era pequeno, e como a banda era apenas um caça-níqueis sem plano de continuidade, não havia previsão de ensaios, muito menos predisposição para tal.


Tocamos também nos dias 21, 22, 28 e 29 de agosto de 1981. 

O menor público nesse restaurante, foi no dia 21, com 20 pessoas presentes e o maior, no dia 29, com 150 pessoas.

O nome Quarteto Toulon foi sugestão do Cido Trindade, mas sinceramente, não me lembro o motivo. Deve ter sido pela sonoridade da palavra, e não por ligação com a cidade francesa.

Mas antes dessa escolha, o apelido interno da banda era "Quarteto Qualquer Nota", referindo-se ao caráter relaxado de uma banda que tocava sem ensaiar, e errava bastante ao vivo...

Nunca mais tive notícias da Vilma, quando o Quarteto Toulon se desmanchou, após a última apresentação no restaurante Delfos.

Alguns dias depois, o Terra no Asfalto estaria reunido novamente, e assim foi a breve história de mais um trabalho avulso que fiz.

Continua...

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