sexta-feira, 5 de abril de 2013

Autobiografia na Música - Trabalhos Avulsos (Trio com Pitico e Zé Luis Dinola) - Capítulo 31 - Por Luiz Domingues

Após a frustrada passagem com o Jungô, meu próximo trabalho paralelo foi uma tentativa de formar um trio de Jazz-Rock.

Foi assim : conforme já contei no capítulo do Língua de Trapo, eu fui gravar uma fita demo, visando tentar classificar uma música para o vocalista Pituco Freitas participar do Festival FICO, como cantor solo.

Nesta foto de 1986, José Luis Dinola estava em ação, num show da Chave do Sol
 

Fomos gravar no estúdio da banda "Contrabando", cujo baterista era um rapaz chamado José Luis Dinola, e que contava com o Tony Babalu como guitarrista já muito experiente, e os demais membros eram bem garotos.

O guitarrista Pitico Freitas, que era irmão do Pituco Freitas, era o elo, pois era amigo de escola do José Luis Dinola, e conhecia o pessoal do Contrabando.

Algum tempo depois dessa gravação, o Pitico Freitas me chamou, convidando-me a ensaiar com ele, e José Luis, pois estavam precisando de um baixista para um projeto.

                           Pituco Freitas, em foto bem mais atual                                                                     
O Pitico era o oposto do seu irmão, Pituco, em termos de influências musicais. 

Enquanto o Pituco tinha toda aquela formação de MPB tradicional, bossa nova etc, o Pitico era Rocker, gostava de Rainbow, Led Zeppelin, e Ted Nugent, por exemplo.

E o José Luis era apaixonado por Jazz-Rock, e estava cansado do som do Contrabando, que era muito parecido com o Made in Brazil, ou seja, Rock tradicional, e bem simples.

Então eu topei, e foi marcado ensaio num estúdio em Pinheiros, que pertencia ao baixista de uma banda cover de Beatles.

Ensaiamos três temas meio "funkeados" que o Pitico tinha semi prontos. 

A intenção era fazer um som na linha do Jeff Beck, fase Blow by blow/Wired, ou seja, Jazz Rock instrumental com acento swingado de Funk & Soul. 

Nenhum de nós três tínhamos condição para fazer isso com maestria, mas após o primeiro ensaio, vimos que por outro lado, não era de se jogar fora, também.

Mais dois ensaios foram realizados, mas aí os compromissos de cada um, inviabilizaram o projeto, pois no meu caso, eu estava a mil com o pré-Língua; o Terra no Asfalto ensaiava uma "volta", e nas horas vagas, tinha ensaios, na expectativa da gravação do LP do cantor Leandro (história já contada neste capítulo dos trabalhos avulsos).

Sendo assim, esse projeto foi curto e morreu com três ensaios, apenas.

Todavia, foi vital passar por isso, pois conheci o José Luis Dinola, que dois anos depois tornaria-se cofundador de minha banda autoral, A Chave do Sol.


Continua...

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