sexta-feira, 22 de março de 2013

Profético ao The Fugs - Por Julio Revoredo

A textura interior de seu cérebro menina, prescuta a parede verde musgo, que contempla o olho santo, e a maré inextrincável de um dia longo de poucas sombras e de muitos silencios opacos.

Mas voltando ao vento, tuas pernas violáceas adejam, só vejo teus cabelos longos, longos, longos, só e só, tão e só.
Desdobram-se espelhos cegos, o arco íris descor nasceu ao som do The Fugs, atrevo-me a ir de costas sem sombra, sem dúvida até o meu amanhecer de sede intacta.
Para mergulhar, no mundo de curvas e cores da mulher sonhada, de
todos os meus pesadelos.

Hoje, sei quem sou, som.





Julio Revoredo é colunista fixo do Blog Luiz Domingues 2. Poeta e letrista de diversas músicas em que compusemos juntos, em três bandas onde atuei anteriormente (A Chave do Sol, Sidharta e Patrulha do Espaço). 

Aqui neste poema, faz um passeio aos anos sessenta, evocando sua doce psicodelia ao som do The Fugs. 

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