sábado, 9 de março de 2013

Autobiografia na Música - Boca do Céu/Bourrèbach - Capítulo 51 - Por Luiz Domingues


E após essa frustrante exibição, seguimos na captura de novos membros para a banda.

As melhores vocalistas que apareceram, eram mesmo a Eva e a Pollyana.

A Eva tinha mais emissão vocal, e o visual mais adequado aos nossos anseios, mas a despeito da voz da Pollyana ser mais comedida, tinha boa afinação.

Seu visual era bem comportado, mais parecendo a Karen Carpenter, do que a Grace Slick.
Ficamos numa dúvida danada sobre qual escolher, e para piorar as coisas, nas reuniões que tivemos com as duas, elas se tornaram nossas amigas, e cada dia ficava mais difícil tomar uma decisão.

Foi quando o Laert deu a sugestão de efetivarmos ambas na banda.

Era uma ideia maluca em princípio, mas pensando bem, não seria uma má solução, com duas vozes femininas, e mais o Laert, quase tínhamos um The Mamas and The Papas em mãos...

Para a bateria ainda não tínhamos uma perspectiva em vista, mas sabíamos que poderíamos contar com o Cido Trindade, numa eventualidade.

Então, passadas as férias escolares, marcamos um ensaio oficial da nova formação para o início de agosto.

A casa da vocalista Pollyana foi oferecida por ela mesma, com total apoio dos seus pais, que ajudavam-na demais, e como não tínhamos baterista fixo, não havia a necessidade de ensaiarmos na minha casa.

E o argumento definitivo que nos convenceu : ela tinha piano, e um amplificador de guitarra em casa.

Dessa forma, eu e o Osvaldo Vicino tocaríamos plugados no mesmo Bag U65 da Gianinni, e o Laert tocaria piano.

A Eva tinha uma pandeirola meia-lua e ...bingo !

O barulho estava garantido...

E foi num domingo, dia 13 de agosto de 1978, que realizamos o nosso primeiro ensaio.

Agora o Bourrébach era formado por Laert; Osvaldo; Luiz; Eva, e Pollyana, faltando só um baterista para fechar o sexteto.

A casa dela, era na verdade um apartamento, no Bairro do Limão, zona norte de São Paulo.

Eram dois ônibus para chegar lá...

Como tínhamos força de vontade !!

Levávamos mais de duas horas só para chegar lá, e mais duas voltando, com instrumentos na mão...
Continua...

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