sábado, 30 de março de 2013

Autobiografia na Música - Boca do Céu / Bourrèbach - Capítulo 54 - Por Luiz Domingues

Lembro-me de que na banda dele, John Mclaughlin, o baixista era o Fernando Saunders, que posteriormente tocou com Jeff Beck, e outras feras. 

Na bateria, não me recordo com certeza, mas acho que era o Tony Smith, e no violino, L. Shankar, que causava furor entre os Hippies locais, por ser sobrinho do citarista indiano, e ícone sessentista, Ravi Shankar.
Apesar da óbvia influência jazzística, via fusion, esse quarteto tinha pegada de rockeiro, tocando com uma garra incrível, fora o virtuosismo habitual.

Chick Corea também foi incrível, embora mais centrado no Jazz Fusion. 


O virtuosismo dele, hipnotizou a plateia, e os seus solos de Moog, principalmente, arrancaram uivos dos rockers presentes na plateia, para desconforto de jazzistas arrogantes e preconceituosos.
O show do tecladista suiço Patrick Moraz foi centrado no seu disco solo denominado "I". 

O grande must dele, era o fato de ter tido uma meteórica passagem pelo Yes, tocando no álbum Relayer. 

Claro, se não fosse por isso, não teria despertado todo esse interesse, pois sua carreira solo só tinha alguma relevância por essa ligação, e jamais por ser ex-tecladista da obscura banda prog suiça, Refugee.

E pairava também a aura dele ter se envolvido com a banda prog carioca, Vímana, que causou frisson no meio rocker brazuca.

E um fato inusitado ocorreu no show do Patrick Moraz : uma canja do guitarrista Sérgio Dias dos Mutantes, deixou um mal-estar no ar. 

Quando o Sérgio entrou no palco, ficou nítida a impressão que aquilo fora improvisado, com roadies empurrando o amplificador às pressas, e o Sérgio surgindo do nada, plugando sua guitarra, e saindo solando à esmo. 

O Patrick Moraz parecia estar assustado com a situação, e passou a impressão de que fora surpreendido, e não gostara da intervenção.
Mas particularmente, mesmo com esse mal-estar no ar, achei que foi o ponto alto da apresentação, que estava entediante com Moraz só tocando piano acústico, acompanhado de percussionistas de uma Escola de Samba, conduzida pelo Djama Correa. 

Fãs do Yes se frustraram com a insipidez musical de Moraz nessa noite.

Achei na internet, essa resenha escrita por vários jornalistas da saudosa revista "Rock, a História e a Glória", sobre o Festival de Jazz de SP'78 :

http://www.clubedejazz.com.br/noticias/noticia.php?noticia_id=695

Continua...

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