terça-feira, 25 de julho de 2017

Autobiografia na Música / Atualizações - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 54 - Por Luiz Domingues

Produção do disco em estúdio encerrada, no tocante à parte visual / gráfica, seguiu-se o mesmo padrão de extrema praticidade, com uma capa sóbria, porém bela, ostentando um vistoso logotipo em tons avermelhados, criada pelo grande ilustrador / desenhista e design gráfico, Johnny Adriani. Tal artista já havia feito essa ilustração, tempos antes, portanto o Kim só resgatou uma arte que já dispunha e estava arquivada, aguardando oportunidade em ser aproveitada. E a hora de utilizá-la chegou enfim, e posso afirmar sem dúvida alguma que encaixou-se como uma luva ao espírito desse novo álbum dos Kurandeiros. Eu já havia tido trabalhos meus ilustrados pelo Johnny Adriani, antes, inclusive capa de disco, no caso o CD "Chronophagia", da Patrulha do Espaço, lançado no ano 2000. E agora mais uma vez teria o prazer de ter uma bela obra assinada por esse incrível ilustrador. 



Sobre a contracapa, uma foto da banda ao vivo, capturada em maio de 2016, na Feira da Vila Pompeia, mostra a formação com o Power Trio base reforçado por seus membros honorários, Nelson Ferraresso; Renata "Tata" Martinelli e Phil Rendeiro. Veio a calhar, pois todos, com exceção do Phil, participaram da gravação do disco. 

EP Seja Feliz - Os Kurandeiros
Gravado no Estúdio Curumim / São Paulo - SP / 24 canais / Gravação Digital - entre julho e agosto de 2016
Técnico de Som e Produtor de estúdio : Fernando Ceah
Mixado e masterizado no estúdio Foka / São Paulo - SP - entre setembro e outubro de 2016
Técnico de Mixagem; masterização e produção de estúdio : Carlos Perren
Capa : arte e criação : Johnny Adriani
Foto : Juja Kehl
Arte final de capa & contracapa : Kim Kehl
Assistência : Lara Pap
Produção geral : Kim Kehl

Faixas :
1) A Noite Inteira (Kim Kehl)
2) Faz Frio (Kim Kehl)
3) O Filho do Vodu (Kim Kehl)

Formação da banda nesse álbum :
Kim Kehl : Guitarra, Voz e Violões
Carlinhos Machado : Bateria
Luiz Domingues : Baixo
Nelson Ferraresso : Teclados
Renata "Tata" Martinelli : Voz

Músicos convidados :
Marcos Soledade "Pepito" : Percussão nas três faixas
Carlos Perren : Trompa em "Faz Frio"

"A Noite Inteira" (Kim Kehl)

Eis o Link para escutar no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=P0R6P6KAuqo

Essa música, conforme já citei anteriormente, tem uma junção de estilos setentistas do Rock, bem marcantes. Trata-se de uma feliz transição entre o Blues Rock, com certa identidade Hard-Rock, porém com muito do Glitter Rock britânico daquela década. Começa com um riff clássico de Rock'n Roll, que lembra bastante o trabalho de bandas como o "Humble Pie", fortemente influenciada pelo Blues. Mas o elemento Glitter logo pronuncia-se, com diversos signos, entre os quais o uso e abuso de backing vocals fazendo o clássico "Uh Uh", que faz com que a sonoridade fique absolutamente festiva, ao sabor de bandas dessa escola "Glam", como "T.Rex"; "Mott the Hoople"; "Silverhead" e "Glitter Band", entre outras. Gosto muito da voz da Renata "Tata" Martinelli, que canta com uma voz rasgada, tanto na voz solo, quanto em contra vozes, onde impressiona pela afinação e alcance agudo. Suas intervenções lembram-me a Silvinha, que cantava muito, por sinal.

O solo de guitarra do Kim é melódico e lembra muito o som do Mick Ronson, tanto nas resoluções, quanto no timbre. Nelson toca piano, pontuando com intervenções bem Rock'n Roll e tem também um órgão Hammond sedimentando uma base sutil, com uso de caixa Leslie, sempre bem vinda. A bateria toca reta, como nos discos do "Status Quo", e eu gosto dessa firmeza na condução e dos timbres, incluso o bumbo grave e a quase completa ausência de reverber nela, o que é uma dádiva na minha percepção. Gosto do som abafado, ao estilo do áudio dos anos setenta. A percussão do Marcos Soledade "Pepito" é bastante criativa, com o uso de diversos instrumentos ao longo da canção, mas predominando o som das congas na parte final, conferindo-lhe um balanço incrível. Mas dá para ouvir pandeirola; guiro; cowbell e timbales. Todavia, tudo muito bem distribuído, com critério e bom gosto.

Sobre o baixo, usei Fender Precision e ele soa mais comedido que o normal. Não é o registro mais agressivo, com estalo metálico que eu mais uso, mas ele ronca em alguns trechos da canção, não resta dúvida.

A respeito da opção do Kim Kehl gravar o vocal solo em duo com a Tata, creio que a explicação é simples. O fato dela não estar em todos os shows, talvez condenasse a canção ao engavetamento, com execuções sazonais, só quando ela participasse das apresentações dos Kurandeiros, mas com a voz do Kim registrada igualmente, a canção é peça permanente do repertório dos shows desde o seu lançamento e posso atestar, faz sucesso.

E finalmente sobre a letra, trata-se de uma opção festiva. Pode não ter pretensões intelectuais, mas cumpre seu papel ao encaixar-se como uma luva na sonoridade da canção. A temática é simples, falando de aproveitar-se o embalo de uma festa etc e tal. Nada diferente do que todo mundo que escute os Rolling Stones ou Faces cantando em inglês em suas canções e aprove o seu teor, ao não entender a língua estrangeira, falemos objetivamente...

"Faz Frio"  (Kim Kehl)


Eis o Link para escutar no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=sc4r0cQZHXU

Essa canção é uma balada clássica, com forte identidade sessentista em sua essência, lembrando muito o estilo pop e sofisticado de Burt Bacharach, mas ao longo dos arranjos que foram incorporando-se dos diversos instrumentistas convidados, ganhou outras nuances, igualmente instigantes a meu ver, e enriqueceu-se sobremaneira.
A inclusão da trompa, um instrumento de sopro sinfônico e não muito usual em gravações de música pop em geral, reforçou a ideia da influência de Burt Bacharach. Muito mais comum, se fosse uma canção do Burt, teria sido a inclusão de trompete, um tipo de instrumento de sopro muito usado nas suas canções da década de 1960, mas a simples inclusão da trompa fazendo uma linha melódica doce, cumpriu a mesma função e deu esse ar sofisticado, como se a canção fosse trilha de um filme daquela década. É ouvir esse começo e imaginar Audrey Hepburn com uma xícara de chá esfumaçante, olhando pela janela de seu apartamento em Queens, lá em Nova York, olhando a rua sob nevasca e pessoas super agasalhadas andando apressadas pela calçada. Mas quando o Nelson Ferraresso colocou seus teclados, novas influências trouxeram um colorido diferente à canção. Com seu piano Fender Rhodes super criativo, a música parece uma balada dos Rolling Stones, daquelas tantas, uma mais linda que a outra, dos discos da banda nos anos setenta. O espírito de Billy Preston baixou no estúdio Curumim, graças a uma intervenção direta dos Deuses do Rock e o Nelsinho foi muito feliz em dar vazão a tanta inspiração e criatividade. Fora o piano Fender Rhodes que ficou lindo, tem intervenções de órgão Hammond e strings ultra setentistas, lembrando trilhas de seriados policiais de TV, daquela década. Desta vez é o Kojak que espia da janela da sua delegacia, olhando para o bairro do Bronx, e enquanto degusta seu pirulito, pensa em como surpreender os bandidos nas ruas. Mais uma vez, o Carlinhos Machado brindou-nos com uma bateria sóbria, segura e com belos timbres. O nosso convidado, Marcos Soledade "Pepito" trouxe uma percussão contínua, com uso de caxixis mantendo ritmo e usando pontuais intervenções em carrilhão, produzindo efeitos. Simples, mas bonito.

Gosto muito da base de violão riscado que o Kim manteve, com timbre agudo, muito belo. E as intervenções de guitarra são excelentes, incluso o solo, onde o uso de caixa Leslie, ficou um primor, ultra setentista e extremamente doce. E na parte da voz, gosto também da melodia e da interpretação do Kim, fazendo menção a estar sentindo frio, de fato, trazendo fidedignidade à proposta da temática da letra. Esta por sinal, com forte teor romântico, mas saindo ilesa do verdadeiro tobogã que é para qualquer letrista, em não escorregar na pieguice. Kim passou com louvor nesse perigoso e escorregadio quesito.

Sobre o baixo, usei Fender Jazz Bass, certamente um baixo muito adequado para tocar-se qualquer canção que tenha conexão com a Black Music em geral. Em se tratando de uma balada com sabor R'n'B sessentista em seu âmago, nada melhor portanto que evocar os mestres James Jamerson e Donald "Duck" Dunn... e viva a Motown !!

"O Filho do Vodu" (Kim Kehl)

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=gAkLHthBIiM

Aqui, trata-se de uma canção fortemente comprometida com as mais profundas raízes do Blues-Rock, mas com a carga lisérgica direta do período conhecido como o mais louco da história do Rock, o dito "Late Sixties" / "Early Seventies", traduzida em puro Acid-Rock. É Jimi Hendrix ressuscitado em meio a um ritual vodu com a invocação de zumbis creoles, diretamente de um pântano do Mississipi.

Sobre a gravação em si, claro que o carro chefe é a usina de riffs oriundos da guitarra do Kim e todo mundo vai atrás, conferindo um sustentáculo de peso mastodôntico e por isso mesmo, agradabilissimo. Impressionante o peso e a incidência de registros de frequências graves na bateria de Carlinhos Machado. Com um som "gordo" de bumbo e tambores a moda antiga, sua bateria é um autêntico azougue, soando-me muitíssimo bem. Os teclados do Nelson impressionam também pela massa que ele concebeu. Com órgão Hammond distorcido e percutido ao estilo do grande Jon Lord, realmente confere um peso incrível à canção. Tem strings estridentes em alguns trechos também, e intervenções pontuais de pianos, muito bonitas ainda que bem sutis. O Marcos Soledade "Pepito" "pilotou" congas com muito môlho, lembrando muito algumas canções do LP "Eletric Ladyland" do Jimi Hendrix. Gostei muito de tal acréscimo. E claro, toda a parte de guitarras é muito boa, mesclado timbrões gordos de Gibson Les Paul, com a acidez aguda da Fender Stratocaster, com direito a alavancadas; ruideiras & loucura a vontade, porque "aqui é sixties, bicho"...

Sobre a proposta da letra, a explicação do Kim quando mostrou-nos a canção, foi tão convincente que tirou a possibilidade de qualquer contra argumentação em contrário. Ora, você leitor, se gosta de Blues-Rock, Southern Rock; Acid Rock & afins, tem ideia de quantas músicas clássicas desses gêneros tem esse mesmo teor na temática ? A começar por "Voodoo Child", do Jimi Hendrix,  e passando por incontáveis similares, realmente, digamos que é ideia recorrente, no bom sentido do termo. Sobre sua interpretação, acho-a bem condizente com a proposta e as intervenções com risadas "macabras", tem tudo a ver com o clima de fantasmagoria francófana, ao estilo New Orleans. 

Sobre o baixo, não tinha como fugir da escolha do Fender Precision e evocar o espírito Hendrixiano de Noel Redding e Billy Cox, mas confesso, tem algumas escapadas fora da curva do rio, e o Gary Thain aparece vez por outra... sobre o timbre, ele mostra-se um pouco mais abafado do que geralmente gosto de timbra-lo, mas está com peso e ronca nas entrelinhas.

Encerrando sobre o álbum, creio que o resultado geral do áudio é muito bom, com capa bonita e o fato de ser uma produção simples em termos gerais, em nada atrapalhou seu resultado artístico e pelo contrário, acho que é um mérito a mais, visto que com poucos recursos, tenho a consciência de que fizemos muito, como produto de qualidade, bem acabado. E claro, sinto muito prazer e orgulho em ter esse disco como um registro de minha atuação nessa banda, e espero que seja o primeiro de muitos.


Os Kurandeiros no estúdio Curumim, com o produtor, Fernando Ceah. Julho de 2016. Foto : Lara Pap

Continua...  

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Autobiografia na Música / Atualizações - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 53 - Por Luiz Domingues


E tínhamos então uma data definida para iniciarmos o trabalho de produção do novo álbum : 28 de julho de 2016. O estúdio que abriu suas portas aos Kurandeiros era o tradicional "Curumim", cujo proprietário era nosso amigo de velha data, o guitarrista / cantor; poeta e compositor, Fernado Ceah, líder da boa banda autoral "Vento Motivo".


Fernando Ceah na linha de frente, cantando com Os Kurandeiros. Show dos Kurandeiros no Espaço Cultural Gambalaia de Santo André / SP, em 15 de agosto de 2014. Foto : Vanessa Anchieta 

Encravado num quadrante estratégico entre o centro de São Paulo, e já apontando para os primeiros bairros da zona oeste, tais como : Santa Cecília; Higienópolis, Pacaembu; Campos Elíseos; Barra Funda e Perdizes, sua localização excelente, com estação de metrô muito próxima, faz dele, bastante usado por artistas de diversas searas da música brasileira. De bandas de Rock a veteranos da velha guarda da MPB, o fato é que tal estúdio tem sua tradição. Portanto, além de tudo, pelo fato da amizade com Fernando Ceah e também pela passagem do próprio Kim Kehl como ex-membro do "Vento Motivo" em passado próximo, fazia com que a ambientação do Curumim fosse muito familiar aos Kurandeiros, o que certamente contribuiria para o melhor andamento do trabalho, possível.


Show dos Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar de São Paulo. 23 de julho de 2016. Foto : Rogério Utrila

E foi o que ocorreu, com a receptividade calorosa de Ceah em seu estabelecimento e com sua própria atuação como "tape operator" na captura inicial da base que ali gravaríamos. A ideia era uma gravação otimizada, com o power trio primordial a tocar ao vivo. Sob tal predisposição, creio já ter explanado minha opinião em capítulos anteriores (principalmente enfocando outras bandas por onde atuei no passado), sobre o que penso dessa metodologia de gravação. Só resumindo rapidamente, não é a minha predileção. Sei que o argumento a favor versa sobre a autenticidade da volúpia ao vivo capturada por uma banda e isso é positivo, não nego, mas particularmente, prefiro a estratégia mais convencional, do "um por vez", com a bateria sendo gravada inicialmente, aí sim com suporte de guia ao vivo, mas todos os demais instrumentos a posteriori, com a bateria oficial gravada, e a guia servindo como base, sendo substituída por cada novo instrumento gravado oficialmente.


Show dos Kurandeiros na Casa Amarela de Osasco / SP.  7 de maio de 2016. Foto : Maurício Marcondes Santos

Entretanto, sei que a verba que Os Kurandeiros dispunha era modesta e claro, gravar a base ao mesmo tempo tornou-se premente, e não seria a primeira vez que eu gravaria um disco sob tais circunstâncias. Outro aspecto, se por um lado era temerário para uma banda que não costumava ensaiar, usar tal prerrogativa de gravação, por outro lado, sendo uma banda com constante atuação ao vivo e mais do que acostumada a interagir e improvisar sem receios, não havia nada a temer, por conseguinte...

Não deu outra, passado o rápido preâmbulo de captura dos timbres primordiais de cada instrumentista, Kim; Carlinhos e eu, Luiz, colocamo-nos a disposição de Fernando Ceah para o início dos trabalhos. Um ponto que poderia desestabilizar-nos, era a falta de comunicação visual melhor com o Carlinhos Machado, devido ao fato da sala por ele usada estar longe visualmente da técnica, e tal contato apenas ser possível em ser estabelecido mediante a imagem do baterista por um monitor de TV. Mas nem esse fator limitante foi capaz de atrapalhar a nossa performance, pois na realidade, gravamos as três canções com poucas tomadas, de tão seguro que foi. Portanto, bateria; baixo; bases de guitarra e até alguns solos e contra solos, foram gravados nessa tarde, numa rapidez que surpreendeu a todos. Esperávamos uma gravação tranquila, mas o resultado final mostrou-nos algo além de nossas mais otimistas previsões, pois chegáramos ao estúdio por volta das 15 horas, e passava um pouco das 19 horas, quando eu já estava no trânsito, a caminho da minha residência. 
Foto capturando o final dos trabalhos no estúdio Curumim, de São Paulo, na sessão inicial de gravação da base com as três canções do EP Seja Feliz. Da esquerda para a direita, na sala da técnica : Carlinhos Machado; Fernando Ceah; Kim Kehl e Luiz Domingues. 28 de julho de 2016. Foto : Lara Pap


Gravamos três canções compostas pelo Kim, com estilos e intenções diferentes uma das outras. A primeira, "A Noite Inteira", era um Rock fortemente influenciado pelo Blues Rock, com elementos Glitter, bem ao sabor setentista. É como se o "Humble Pie" soasse como o "Mott the Hoople" (ou vice-versa), para que o leitor familiarizado com sonoridades daquela década possa identificar. A segunda, "Faz Frio" tem forte identificação com o Pop sessenta / setentista. A olho nu (ouvido, na verdade...), parece uma canção sessentista do Burt Bacharach, mas no desenvolver do arranjo e entrada dos teclados de Nelson Ferraresso, foi ganhando uma outra aura, parecendo muito com as baladas setentistas dos discos dos Rolling Stones nessa década, notadamente no final da "Era Mick Taylor" e início da "Era Ron Wood". E a terceira canção, não há dúvida, o Kim quis trazer a atmosfera do Acid-Rock sessentista de Jimi Hendrix, com brutal carga de Blues rock pesado, tratando-se de : "Filho do Vodu". Esmiuçarei mais as canções em capítulo próximo, quando abordar o lançamento do disco em si.








Eis acima, a primeira peça publicitária oficial, dando conta do começo dos trabalhos, e contendo cenas da gravação da base das três canções do EP, capturadas em 28 de julho de 2016

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=KkvDb6b8ik8

Segundo vídeo promocional lançado pelos Kurandeiros desta feita fazendo uma rápida inspeção no estúdio Curumim, durante a sessão de teclados do Nelson Ferraresso, e mostrando-o gravando a canção "Faz Frio". Agosto de 2016

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=vGiXPblJsYA

No terceiro vídeo abordando o making off da produção do EP Seja Feliz dos Kurandeiros, um apanhado, ainda que bem curto, sobre a sessão da vocalista Renata "Tata" Martinelli, gravando sua bela voz em "A Noite Inteira". Agosto de 2016

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=Fk9u4AxwCqU 

Quarto vídeo mostrando a gravação do álbum "Seja Feliz", dos Kurandeiros em 2016. Desta feira, a cobertura da gravação do músico convidado, o excelente percussionista, Marco Soledade "Pepito", colocando muito swing na faixa "Filho do Vodu". Agosto de 2016

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=7XHpsGi6SaU

A hora e a vez do Kurandeiro-Mor colocar sua voz em "O Filho do Vodu". Clima de Acid / Blues-Rock e magia de New Orleans no ar, com Kim Kehl trazendo o batuque do Kurandeiro...
Agosto de 2016

Um vídeo fazendo um resumo dos trabalhos desde a gravação da base, até a voz. Setembro de 2016

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=pDKXA9F8mYE

Ao final de setembro de 2016, já mostrando cenas das sessões de mixagem, com o produtor Carlos Perren, que inclusive também gravou uma surpreendente e agradável intervenção de um instrumento de sopro, no caso uma trompa, que deu o "toque Burt Bacharach", na canção, "Faz Frio"...

Eis o Link para assistir no Tou Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=68eQ7JaQYWM

Com o disco pronto no estúdio, o anúncio de que em breve estaria disponível para venda. Outubro de 2016

Eis o Link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=r_imQ7256xI

E assim foi, com muita eficácia e alegria que consumou-se uma produção simples, mas que no cômputo geral, revelou-se bastante interessante e ouso dizer, sofisticada, pelo ponto de vista artístico, por inúmeros aspectos. Primeiro pela versatilidade das canções, mostrando algumas das múltiplas facetas que Os Kurandeiros apresentam normalmente em seus shows pela noite, transitando por muitos estilos e escolas do Blues; Black Music em geral e Rock, principalmente, mas com cada item desses troncos citados, representando ainda mais possibilidades em desdobramentos incalculáveis. Segundo, pela riqueza que cada instrumentista, incluso os convidados, trouxe para cada canção. Terceiro pela qualidade do áudio e proposta com timbres vintage e quarto, sendo uma banda extremamente objetiva no estúdio, não dando margem a postergações intermináveis e mesmo assim, mostrando qualidade no produto final.
Três fotos capturadas nas sessões de mixagem; Kim Kehl na companhia do produtor musical, Carlos Perren, que mixou o álbum e atuou como músico convidado tocando Trompa em "Faz Frio". Outubro de 2016. Fotos de Lara Pap 


Sobre o disco em si, e a análise das faixas e produção em geral, falo em capítulo posterior, com maior apuro.

Continua...

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Autobiografia na Música / Atualizações - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 52 - Por Luiz Domingues

A predisposição da banda já estava voltada para a gravação do EP, o primeiro disco de fato, com minha participação na formação e claro que estávamos todos animados com tal perspectiva e eu em particular pela minha expectativa pessoal em ter um registro de minha estada nesse trabalho e somando mais uma realização na somatória da carreira inteira.

Todavia, concomitantemente, a agenda da banda estava apontando atividades e isso também era fator de alegria. No início de junho, eu ainda tinha certos incômodos decorrentes de minha terceira cirurgia, mas estava em condições de levar uma vida quase normal, só estando mesmo proibido em fazer esforços físicos mais pesados, mas ok, apesar de gostar do trabalho braçal, não faria a loucura de ser carrier de um enorme backline e / ou P.A. e assim, contando com "With Little Help From My Friends" e inclusive estando sob vigilância dos colegas que sabiam que eu gostava de ser útil ao máximo em tais tarefas, mas simplesmente não podia, eles já prometiam não deixar-me exagerar nos meu arroubos...
OK, pelo menos estando em condições de fazer as apresentações em pé e podendo até ter uma mise en scené mínima que fosse, já dava-me por satisfeito e como já falei anteriormente, depois do que passei, valorizo cada segundo a mais que tenho tido e poder estar num palco fazendo um show de Rock, já é um verdadeiro bônus em minha existência
Palco dos Kurandeiros montado no Santa Sede Rock Bar, noite de 3 de junho de 2016. Foto : Lara Pap

Nesses termos, antes mesmo de começarmos a gravar o novo álbum dos Kurandeiros, voltamos à simpática casa noturna, "Santa Sede Rock Bar, um reduto rocker e hippie, raro nos dias atuais, encravado no Tucuruvi, zona norte de São Paulo. Era o dia 6 de junho de 2016, e o trio primordial atuou como de costume, após o último show ter sido com a dita "Full Band", ou seja, contando com três membros sazonais, mas considerados fixos, em show realizado na Feira da Pompeia, conforme já relatei anteriormente. E assim foi uma noitada boa, como geralmente ocorre no estabelecimento onde tantas vezes já havíamos apresentado-nos anteriormente.
Da esquerda para a direita : Kim Kehl; Carlinhos Machado na bateria e Luiz Domingues, no Santa Sede Rock Bar em 3 de junho de 2016. Foto : Lara Pap

Após essa apresentação, a próxima jornada da banda ocorreu em outra casa onde já havíamos tocado bastante, antes, igualmente. Tratou-se da "Casa Amarela", da cidade de Osasco / SP e nossas experiências pregressas ali sempre foram boas, portanto, fomos animados para para uma noitada de Blues; Baladas e Rock'n Roll.
O Power Trio base dos Kurandeiros em ação na "Casa Amarela", de Osasco / SP, em 21 de julho de 2016.  Foto : Lara Pap

Sob frio intenso, a noitada foi ótima e nessa altura dos acontecimentos, já tocávamos as três músicas novas que fariam parte do EP que começaríamos a gravar em questão de poucos dias. Portanto, nada melhor que uma noite fria de inverno para tocar a balada ultra "seventies", "Faz Frio"...
Dois dias depois e voltamos ao Santa Sede Rock Bar, onde a noitada foi igualmente animada. Sob clima de gravação do disco, fizemos a apresentação com muita volúpia rocker, e valeu como um último apronto para entrarmos em estúdio a seguir.
Kim Kehl em rara foto usando Fender Stratocaster branca, e Luiz Domingues atacando com Precision, igualmente branco, não foi proposital, mas combinou ! Os Kurandeiros no Santa Sede Rock Bar, em 23 de julho de 2016. Foto : Rogério Utrila

Passado esse show no Santa Sede Rock Bar, finalmente chegara a hora, estávamos agendados para usar as dependências do estúdio Curumim, de São Paulo...

Continua...

domingo, 16 de julho de 2017

Autobiografia na Música / Atualizações - Kim Kehl & Os Kurandeiros - Capítulo 51 - Por Luiz Domingues

A próxima atividade dos Kurandeiros estava marcada ainda para maio de 2016. A participação na tradicional Feira da Vila Pompeia, que nesse ano celebraria a sua 29ª edição, não era nenhuma novidade para a banda. Pelo contrário, na história dos Kurandeiros, somavam-se diversas participações e no que concerne-me diretamente, participei na edição de 2013 como componente, mas também já havia tocado com outros trabalhos anteriores na minha carreira, no caso com a Patrulha do Espaço em 2001, e com o Pedra em 2006 & 2008.

A experiência com Os Kurandeiros em 2013, não havia sido boa, no entanto, conforme já relatei em capítulo anterior, acompanhando a cronologia dos fatos. Vários desmandos da parte da produção, haviam perpetrado situações à nossa revelia, como por exemplo a inclusão súbita de um grupo folclórico da Turquia, gastando o nosso tempo para apresentação, além do equipamento e sobretudo a sua operação, ter sido um desastre nesse dia. Dessa forma, quando o Kim comunicou-me que desta feita estávamos escalados para o "Palco Rock", sabia de antemão que as condições seriam melhores, incluso a presença de uma multidão na audiência, uma tradição nesse palco da Feira, mas por outro lado, temi pela inevitável sessão de maus tratos da parte de técnicos e produtores estressados, também uma constante nesse específico palco.
Uma panorâmica do "Palco Rock" da tradicional Feira da Vila Pompeia em São Paulo, com Os Kurandeiros em ação, no dia 15 de maio de 2016. Da esquerda para a direita : Nelson Ferraresso aos teclados; Luiz Domingues; Kim Kehl; Carlinhos Machado na bateria (encoberto); Renata "Tata" Martinelli e Phil Rendeiro. Foto : Toni Estrella

Contudo, meus temores recônditos não confirmaram-se, pois tudo deu certo nesse show. Organização e pontualidade respeitadas; som bem legal de PA e backline, e também bem operado pelos técnicos terceirizados pela Feira; compartilhamento com bandas amigas e significativas da cena Rock paulistana em voga (o bom "8080", dos amigos Chico e Claudio, tocaram antes de nós e de forma super agradável, diga-se de passagem.


Flagrantes dos Kurandeiros na Feira da Pompeia em 15 de maio de 2016. Primeira foto : O trio "núcleo duro" da banda : Luiz Domingues; Kim Kehl & Carlinhos Machado. Foto : Carlota Carlotinha. Segunda foto : Carlinhos Machado & Renata "Tata" Martinelli. Foto : Julio Cesar Andrade. Terceira foto : Kim Kehl em destaque. Foto : Leandro Almeida  

Mais que uma junção feliz da banda com o equipamento bom e sendo bem operado, o fato da banda atuar como sexteto, tendo os membros honorários e sazonais, evidentemente "encorpou" o som, sobremaneira. Phil Rendeiro é um bom guitarrista que tem o repertório base dos Kurandeiros na ponta da língua, portanto, quando ele toca, a base harmônica fica toda sedimentada para o Kim apenas preocupar-se em solar, além de fazer um backing vocals igualmente competente. 
O competente guitarrista, Phil Rendeiro, em ação com Os Kurandeiros. Feira da Vila Pompeia, 15 de maio de 2017. Foto : Juja Kehl 

Sobre Nelson Ferraresso, já falei várias vezes o quanto admiro-o pela sua categoria e bom gosto como tecladista. Fora ser um sujeito excepcional, é sempre um enorme prazer quando ele toca conosco e infelizmente isso é raro dada a vida atribulada que tem como empresário, isso sem contar que sua empresa além de ser dinâmica no mercado, tem como campo de atuação, uma agenda nobre, pois fabrica artefatos de apoio para a sustentação de crianças com dificuldades motoras e/ou paralisia cerebral, portanto, graças aos seus esforços, muitas crianças tem a chance de melhorar a condição de vida, o que eu acho magnífico enquanto ação ação de alta cidadania consciente. Como músico, Nelson é extremamente competente e tem tantas participações como músico convidado em discos de diversos artistas de várias vertentes do Rock; Blues; Pop & Reggae, que seu curriculum impressiona, com uma discografia gigantesca.

O fantástico Nelson Ferraresso, tecladista da pesada; gente boa ao extremo e empresário do bem. Foto : Juja Kehl. Feira da Vila Pompéia em 15 de maio de 2016, com Os Kurandeiros

E com a voz da incrível Renata "Tata" Martinelli, tudo fica mais intenso, sempre. Dona da de uma voz potente, muito afinada, fora seu carisma e presença de palco, isso por si só já bastaria, mas a "Tata" é também uma amiga daquelas cujo convívio e prosa agradável, sempre queremos ter por perto.

Renata "Tata" Martinelli, atuando com Os Kurandeiros na Feira da Vila Pompeia, em 15 de maio de 2017. Foto de Juja Kehl.

Mas teve um elemento a mais nessa apresentação dos Kurandeiros na 29ª edição da Feira da Vila Pompeia e que só tratou de coroar a jornada feliz da banda, tratando-se da presença de um bom público e muito melhor, estabelecendo uma sincronicidade excelente. Com o público respondendo com energia, a performance foi muito agradável, sem dúvida alguma. Eis abaixo um especial com os melhores momentos dessa apresentação, numa filmagem do casal de fotógrafos e film-makers, Bolívia & Cátia :

Eis o link para assistir no You Tube :
https://www.youtube.com/watch?v=waKc9sGtA08 

Satisfeitos pela tarde Rock agradável na Vila Pompeia, a banda tinha agendado para breve, mais uma apresentação na casa de espetáculos, Santa Sede Rock Bar, mas a conversação sobre a iminência de gravar um novo disco, estava dominando a atenção. Nessa altura, já era certo tratar-se de um "EP" com três músicas novas que o Kim havia composto e que enviou-nos por E-mail para ouvirmos e fazermos cada um seu arranjo pessoal.

Respectivamente : Carlinhos Machado; Kim Kehl & Luiz Domingues. Os Kurandeiros na Feira da Vila Pompeia, em 15 de maio de 2016. Fotos : Juja Kehl

Continua... 

sábado, 8 de julho de 2017

Tenacidade - Por Telma Jábali Barretto

Como entender tal capacidade? Ou defeito?!... Por um lado total resolução, fibra inquebrantável, por outro, margeia a teimosia, quem sabe até dureza.


Fato é que quando funcionando no seu melhor aspecto, essa competência, se adquirida, passeia por a tudo resistir diante de determinada causa, sobre uma espécie de coragem aliada a perseverança... e, dessas duas outras qualidades, coragem e perseverança, associadas a essa atribuição também são quase sempre raras ! Ainda vale questionar que em seu uso...,no caso da coragem, quanta passagem não cria para atropelos e grosserias, bem como a perseverança, conforme vivida, encosta no apego, dificulta o deixar ir para que o novo respire/inspire...

Tal como a tenacidade, algumas circunstâncias outras, criam esse desconforto da dificuldade para estabelecer limite entre o apropriado, justo, certo?!... ou mesmo aquilo que produzirá a experiência desejada, como propiciadora de ganho, conquista e, até onde, talvez, estejamos teimando, sendo resolutos numa medida similar à turronice ?!...


Pensamos que todos já passamos, vivemos tais ‘saias justas’, muitas vezes sem discernir até onde estamos sendo tenazes ou inflexíveis...

Provável que o limite ‘real’, na medida de cada um,  envolva algo desafiador, aquilo que nos empurra a transpor medos e que, assim, chegamos a questionar se não é mesmo por aí, onde o processo de desenvolvimento acontece, quase que como uma abençoada armadilha que, só após, aceitamos como bem-vinda a nos testar, ensinar num convincente jogo de esconde-esconde, detector de nossos pares de opostos, mostrando, revelando, desvendando quem somos, tangenciando extremos lusco-fusco, fazendo vir à tona algo de nossa sombra/luz, transitando entre heroísmo corajoso e intransigência dessa que é hoje suposta, conhecida como fragilidade...

E, em meio a essa incrível batalha interna, quando essa disposição guerreira ascende, uma posse nova é adquirida e também, presumimos, sutilezas outras ficam estabelecidas, criando ganhos que abdicam antigas seguranças para um apoderar-se de outras e em diferentes formatos... como a Vida, em sua sabedoria, não cansa de nos convidar !!! E que haja tenacidade suficiente para não desistir dos próprios sonhos, de si, da humanidade...

Telma Jábali Barretto é colunista fixa do Blog Luiz Domingues 2. Engenheira civil, é também uma experiente astróloga, consultora para harmonização de ambientes e instrutora de Suddha Raja Yoga. Nesta reflexão, fala-nos sobre a tenacidade, essa força interior que faz com que não desistamos de nossas metas, jamais.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Os Kurandeiros - 8/7/2017 - Sábado / 16:00 Horas - Rockers Self Garage - Saúde - São Paulo / SP

Os Kurandeiros

8 de julho de 2017 

Sábado - 16:00 Horas

Rockers Self Garage

Rua General Chagas Santos, 607  -  Bairro da Saúde

Estação Saúde do Metrô

Os Kurandeiros :
Kim Kehl : Guitarra e Voz
Carlinhos Machado : Bateria e Voz
Luiz Domingues : Baixo

sábado, 24 de junho de 2017

Os Quatro Pilares da Educação - Por Marcelino Rodriguez

Recentemente,  num programa de televisão, eu afirmei que o Brasil só tem quatro problemas básicos: educação, educação, educação e educação. O caso é que, embora as pessoas em geral desconheçam, porque o mundo  é mesmo quase sempre deselegante e mal educado, a educação tem quatro níveis: físico, mental, emocional e espiritual.
A parte física da educação, a mais primitiva, todavia longe de ser desnecessária, tem a ver com o desenvolvimento de nossa parte física que trabalha a estética e a coordenação motora, além da ética aprendida nas artes marciais e esportes coletivos. Claro que essa área existe, embora de forma subdesenvolvida, mesmo porque a parte física apenas não se completa.
A parte mental tem a ver com ler, contar, escrever e aprender as informações das línguas, matemáticas e demais matérias que capacitam para o mundo da profissão, da  técnica e da competitividade. A maioria das pessoas no país só chegam mais ou menos, até esse nível. Você pode ser médico, engenheiro, professor , advogado, qualquer outra coisa e ser mal educado e subdesenvolvido. Saber um sistema de pensamento não é ser educado, mas adestrado. A educação é, por natureza, global.
A parte emocional da educação tem a ver com as artes: música, literatura, pintura, cinema, teatro, dança e afins de culturas, que são bastante precárias no país, uma vez que separou-se aqui educação e cultura. O nível de leitura é baixíssimo. A mídia de massa  propaga lixo no lugar de arte, propiciando uma terrível degeneração e poluição psíquica no povo. Sem arte e cultura, o ser humano é, em sua maioria, bruto, egóico  e predador.
Por fim, na mais delicada e rara das educações, onde se pode atingir a excelência, situa-se a educação espiritual, que trata das religiões e da espiritualidade, se aprofundando nas ordens de iniciação e nas éticas comparadas. Saber apenas de uma religião é saber um pouco menos que nada. Deus é vasto e múltiplo e apenas um. Para saber disso, todavia, é preciso estudar um pouco mais que um pouco. Ser educado, enfim, é ser reverente, razoavelmente bom, razoavelmente culto e disciplinado. Em geral, os gênios estudam muito.

Marcelino Rodriguez é colunista fixo do Blog Luiz Domingues 2. Escritor de vasta e consagrada obra, aqui nos traz uma crônica contundente sobre a questão da educação, que vem a ser a mola mestra de avanço de uma civilização, no entanto, o Brasil vive completamente desconectado dessa necessidade premente.